Sempre que passo pela Rua da Consolação, esquina da Al. Jaú, sinto uma dor profunda no meio do peito. Uma dor de saudades.
A esquina está a mesma, só que toda reformada. Tem uma linda padaria em frente e um restaurante (a casa do turco Sr. Antônio, já falecido, onde a gente brincava de subir e descer das grades dos jardins).
Do outro lado tem um lindo salão de beleza (onde era a oficina do Sr. Bachella). À noite, depois do serviço, nós, todos os rapazes, sentávamos na porta da oficina para contar nossos casos.
Naquela época, as ruas não tinham muito trânsito. Era sossegado: nós brincávamos de cobra-cega, pula-cela, pegador, namoramos com as gatinhas do bairro.
Interessante como a gente não esquece a esquina que fomos felizes. Todas as vezes que eu passo por esta rua, parece que eu estou vendo os meus amigos e as minhas amigas brincando. Dizem que sente saudades do passado, é porque tem vergonha do presente. Será?
Eu percebi que, quando eu passo perto destas ruas, me vem uma melancolia, eu chego às lagrimas de saudades. Será que são os espíritos dos amigos que já faleceram? Eles continuam brincando, nas ruas.
Sei que esta história pode não ter muito interesse para muitos. Mas é uma simples homenagem minha para os meus saudosos amigos.
Roberto, Antônio, João, Luis Carlos, Paulo, Pedrão, Cabeção, Pedrinho, Paulinho professor, Didier, Bassit, Luis Sérgio, Agnaldo, Francisco, Alfredo, Edson, Latorre, Vicente, Alberto Vitinho, Caetano, Victor, Nertam, Fábio, Orlando Brizola…
Todos estão brincando, na esquina do céu. Amém.
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