Quantas e quantas vezes passamos por lugares onde existem marcas importantes da nossa cidade sobre as quais ninguém informa ou divulga.
São marcas raras que fazem parte da história de São Paulo e do Brasil, algumas preservadas e cuidadas, e outras completamente abandonadas.
São casarões antigos que foram, ao longo do tempo, descaracterizados por seus proprietários e até por invasores, e transformados em cortiços, estacionamentos etc. Um dos bairros onde isso fica bem visível é o bairro dos Campos Elíseos.
Com certeza muita gente não sabe que nos Campos Elíseos existe um palacete onde funcionou o prédio do governo paulista por muitos anos.
Por outro lado temos prédios que hoje permanecem preservados, apesar de não serem tombados, e que estão como eram a sessenta anos atrás. Cito como exemplos o prédio da Rádio Record, na Rua Direita, esquina com a Rua Quintino Bocaiúva, e o prédio que foi o Q. G. da Aeronáutica, na Avenida Cásper Libero, que hoje é um hotel.
Mas meu interesse é falar sobre um monumento que fica muito próximo de uma das avenidas mais movimentadas de São Paulo. O monumento em questão é uma velha chaminé. Garanto que muitos dos que navegam por este site já passaram por ela várias vezes e nem repararam que ela existe. Porém ela é tão importante que interrompeu o avanço da duplicação de uma das pistas da Rua João Teodoro, no bairro da Luz. Está situada ao lado do Batalhão Tobias Aguiar, que fica na esquina da Avenida Tiradentes com a Rua João Teodoro. Trata-se de um marco histórico da revolução constitucionalista de 1932.
Na chaminé existem as marcas (buracos) dos tiros de canhão disparados por tropas antagônicas aos paulistas. Os tiros atingiram a chaminé do lado que fica virado para a baixada do bairro do Pari, portanto não são visíveis por aqueles que trafegam na Avenida Tiradentes e sim para quem sobe a Rua João Teodoro.
Tenho a certeza de que a velha guarda, assídua do São Paulo Minha Cidade, sabe do que estou falando, porém nunca é demais dar um toque aos mais jovens.
Abraço a todos.
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