Do ano de 1965 três grandes recordações: Minha professora do quarto ano primário Maria Luiza Berrance Marques, meu diploma do primário e meu prêmio de segundo lugar em desenho oferecido pela Prefeitura de Santo André. Havia desenhado a Vila Industrial, bairro que residia.<br><br>A seguir, 1966, nova grande recordação: A Casa do Pequeno Trabalhador, situada na Avenida 9 de Julho, São Paulo. Eu, proveniente da periferia de São Paulo, Vila Brasilândia, indicado por uma pessoa da família Matarazzo, tive a rica e feliz oportunidade de passar por esta casa desenvolvi um aprendizado aplicado no resto da minha vida.<br><br>Daquela casa, recordo-me claramente do Inspetor, Senhor Sebastião, Dona Tereza, a Diretora, Dona Clélia de Castro, a dedicada Professora da Admissão e dos colegas Guilhermino (morava no mesmo bairro), Ernando (o riquinho), o Casaes (o chefinho), Nestor (o que mais faturava), entre outros.<br><br>Nós éramos guardinhas de estacionamentos, seja em praças, avenidas ou ruas tais como a Praça Roosevelt, General Jardim, Largo do Arouche, Sete de Abril.<br><br>Pela manhã trabalhávamos e a tarde estudávamos, tendo, café pela manhã, almoço e lanche a tarde.<br><br>Com o meu ganho, comprei o terreno na Vila Brasilândia, paguei, construí e nele residiram pais, avós maternos e paternos, tios, irmãos, e hoje residem os sobrinhos.<br><br>Espero que essa história resgate um pouco do valor que entidades como esta significam para nossas vidas, além de tentar encontrar outros que por lá passaram no ano de 1966.<br><br>A todos um forte abraço!<br><br><br>E-mail: [email protected]