Desde muita tenra idade, mesmo sendo um “bixiguense” nato, tive um carinho todo especial ao bairro de Pinheiros e, com certeza, tive grandes momentos da minha trajetória de vida nesse bairro de grandes tradições.
Ainda criança, lembro que minha mãe me levava para consultas médicas no complexo da Faculdade de Medicina da USP e, depois, descia comigo pela Rua Theodoro Sampaio na busca de algumas comprinhas econômicas, ou fazer uma oração na Igreja do Calvário na Rua Cardeal Arcoverde.
Foram muitas as incursões ao Cemitério São Paulo, para visitar as grandes obras de arte ali existentes. O Mausoléu dos Combatentes Mortos na Revolução Federalista de 1932; o túmulo da Menina Izildinha (Maria Izilda de Castro Ribeiro), que em 1958 teve seus restos mortais transferidos para a cidade de Monte Alto (SP); ou ainda, o Mausoléu dos Esportistas, onde foi sepultado o craque Arthur Friedeinrich e guarda, também, desde este ano, os restos mortais de Oberdan Cattani.
Os anos foram passando e minha ligação com o bairro foi ficando cada vez maior.
Em próximos textos continuarei registrando minhas memórias.