Em 1958, a quermesse da igreja San Vito, no Braz, atraia toda a população de imigrantes italianos, notadamente dos oriundos da Puglia, de Bari, de Polignano, de Castelamare.
Eram seis barracas de sorteios de prendas, jogo de argolas, bingo, uma churrasqueira cheia de espetinhos de carne e frango, ghimirelas, ficasselas e um monte de gostosuras que para mim era só para olhar.
Meus amigos sempre marcavam para encontrar toda a turma, aos sábados 20 horas, na porta da igreja, onde havia uma exposição de quadros alusivos a San Vito, San Cosme e Damiano. Quadros chocantes, com rodas de martírios, caldeirões de óleo fervente e coisas do gênero.
Quem eram esses amigos: Barata, Dolce, Guardabassi, Scogliamiglio, Zuppo, Dalessio, Iervolino, Ricupero, Gandra, Chiarella, Carone, Caruso e um rol de sobrenomes bareses, que após mais de 50 anos é difícil lembrar de todos.
O pau de sebo, na praça San Vito, era uma atração a parte, pois os comerciantes da Santa Rosa, Benjamim de Oliveira, Alfândega, sempre abasteciam com boas boladas o cesto no cume do pau de sebo.
A queima de fogos era uma beleza, pois eram raras as oportunidades de ver aquele tipo de espetáculo.
Em 1960 fui coroinha da igreja de San Vito, dirigida pelo Padre Hugo.
A festa grandiosa que hoje se realiza tanto na porta da igreja como na do salão, nada tem de identidade com aquela quermesse simples, de rua, que terminava logo após as 10 da noite, pois a rua era habitada pelas famílias da comunidade.
A garoa era uma constante acompanhada do frio intenso das noites de junho…
Só a lembrança é capaz de aquecer a saudade daqueles momentos.
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