Em todas as vezes que vou a São Paulo visitar minha irmã, tanto na ida como na volta, encontro pessoas interessantíssimas e vamos compartilhando histórias de vida.
Na primeira vez que fui, sentei ao lado de um policial aposentado que mora em Minas, fomos conversando de Ribeirão Preto à SP. Ele tem um hotel em uma cidadezinha chamada Santo Antonio da Grama e umas fazendas por lá. Convidou eu e o Gilberto a fazer uma visita na cidade e garantiu que se fossemos não voltaríamos mais para Ribeirão Preto. Pois lá a vida é outra, bem diferente, sossegada mesmo.
A filha dele, que estava sentada na poltrona de número 3, até chamou sua atenção, pois ele não parava de falar e ela queria dormir.
Ao final da viagem, me perguntou se eu ia pegar táxi na rodoviária e respondi que não que iria de metrô. Me perguntou como ele deveria fazer para ir até a Rua José Paulino. E eu lhe expliquei dizendo que deveria pegar o metrô e descer na estação Luz. Afinal, era o meio mais fácil de chegar. Perguntou se não tinha perigo, os noticiários só relatam desgraças da nossa Sampa, e eu respondi que também não é tudo isso não, me agradeceu e quando já me dirigia para o metrô encontrei ele e a filha chegando para comprar os bilhetes.
Outra vez, voltando de São Paulo, conheci uma senhora que foi para a Mega Artesanal, e veio me contando tudo o que aprendeu lá, me mostrou os brindes que ganhou e o que aprendeu nas oficinas. Também viemos no papo até chegar a Ribeirão, chegamos até a trocar telefone.
Quando fui visitar minha irmã no hospital, ao subir no Rápido Ribeirão já estava sentada ao meu lado uma senhora que era muito, mas muito parecida com minha mãe, muito simpática e com o mesmo nome: Maria.
Ao voltar encontrei outra senhora que era de Sertãozinho e também fazia o mesmo que eu, mais ou menos de 15 a 21 dias ia para São Paulo visitar a mãe dela que esta na mesma situação de minha irmã.
Em outra ocasião na viagem de SP-Ribeirão sentou ao meu lado um senhor que foi à Sampa para buscar o neto para passar as férias em Cravinhos-SP.
Esse senhor, disse que criou 6 filhas sozinho, pois sua esposa morreu muito nova, deixando as crianças ainda pequenas. Casou todas as seis filhas e agora gostava de ajudar o próximo. Uma linda história de vida.
Com tudo isso queridos só tenho a dizer que agradeço à Deus por todas as bênçãos recebidas, cada vida uma história, um livro que ainda precisa ser totalmente preenchido pelas mãos divinas.