José Gaby nasceu em São Paulo, no Bairro do Belenzinho, no dia 17 de março de 1909. Era daqueles patriarcas super preocupados com todos os familiares e amigos. Gostava de uma prosa e contar causos de sua época, vivida no bairro do Belenzinho, onde nasceu; São Miguel Paulista onde conviveu com seu avô Gabriel Antônio Fernandes e seu pai Coronel João Gaby, onde morou de 1932 a 1945; do Tatuapé, da querida Rua Cel. Souza Reis de 1945 a 1970, e da Estância Hidromineral de Poá, que adotou como sua terra do coração, onde se tornou Cidadão Poáense, querido por todos.
Sabia de cabeça datas de nascimento, de casamento e até de morte, possuía uma excelente memória, não deixava passar em branco o aniversário de ninguém. Se estava longe dava uma ligadinha, se fosse um dos filhos, netos, bisnetos ou tataranetos, insistia em comemorar pelo menos com um bolo, adorava comemorar e celebrar a vida.
Conversava sobre notícias do dia a dia, de seus antepassados, de seu primeiro emprego na Câmara Municipal de São Paulo, da Guarda Nacional, do P.R.P. (Partido Republicano Paulista), da Revolução Constitucionalista de 1932, do Departamento de Rendas Imobiliárias da Prefeitura de São Paulo. Lia artigos de jornais (até os 104 anos) sem necessidade de óculos.
Sempre muito alegre, não se abateu, nem durante o tratamento e morte de sua companheira por 68 anos, sua esposa Mafalda Gonçalves da Silva.
Ensinou à devoção a Nossa Senhora de Aparecida, e manteve a tradição centenária da família Gaby quanto ao comparecimento no mês de agosto à Aparecida do Norte. Nunca faltou, nem mesmo no evento da Revolução de 1932, quando obteve um Salvo Conduto, para representar a família, na praça de guerra de Aparecida do Norte, no dia 15 de agosto de 1932.
Em três de outubro de 1925, foi contratado pela Secretaria da Câmara Municipal de São Paulo.
Em vinte e quatro de novembro de 1930 foi designado para prestar serviços junto as Comissões de Sindicância da Câmara Municipal.
Em trinta e um de janeiro de 1931 a Sub-Comissão de Sindicância da Câmara, agradece a valiosa cooperação, tendo em consideração os relevantes serviços prestados durante os trabalhos da sindicância processada na Câmara Municipal (menção de Louvor).
Em 1932, não abandonou o exercício de seus cargos, permanecendo a fim de defender o interesse coletivo e prestar as autoridades militares toda a assistência e colaboração no desenvolvimento das operações bélicas, a obter a vitória da nobre causa constitucionalista.
Em sete de dezembro de 1933, com a extinção da Câmara Municipal, foi designado como 4º escriturário na Diretoria de Contabilidade da Prefeitura do Município de São Paulo, sendo efetivado em nove de dezembro de 1937.
Em cinco de abril de 1949, foi designado para servir na Divisão de Rendas Imobiliárias como Lançador, para responder pelo Setor 49.
Em trinta de outubro de 1950, foi efetivado no cargo de Lançador.
Em 28 de junho de 1956 aposentou-se no Serviço Publico Municipal.
Em 30 de junho de 1979, foi aceito na Ordem dos Cavaleiros Magos do Emirado, no grau de Comendador. Em 26 de março de 1980, recebeu homenagem da Prefeitura da Estância Turística de Poá e pela Câmara Municipal, pelo auxilio na ampliação do acervo da Biblioteca Municipal.
Em 28 de Junho de 2000, recebe o Título de Cidadão Poáense, conforme Decreto Legislativo 005/200.
Por 40 anos recebeu vários prêmios por decoração natalina pela Secretaria de Cultura, Esportes e Turismo de Poá; foi membro fundador do Grupo de Escoteiros São Jose de Poá (grupo 33).
Faleceu em sete de janeiro de 2014, com 104 anos de vida.