Sempre que penso em escrever algo que me traz boas recordações, penso logo no tempo em que morei na Vila Mariana.
Será que ainda existe a padaria Mafra na Domingos de Morais?
Será que fazem aqueles filões de pão com a casca crocante? Só em lembrar me dá saudades do café com leite pelando de quente que eu servia para as minhas alunas.
Os pães vinham dentro do saco da própria farinha. Naquele tempo, não havia sacolas plásticas dessas que poluem e não são biodegradáveis.
Eu particularmente comia quase meio filão.
E a margarina era Claybon, que vinha em latas de 18 litros. Quanta fartura e não havia desperdício.
Outro dia a Babeth, uma amiga que me achou pelo face, veio aqui em casa e estava me lembrando que era servido três colheres de arroz, duas de feijão, e bife e não podia deixar no prato. Não era nem mais nem menos do que isso.
Ela me achava muito séria, eu nem me lembrava disso.
Quero guardar na memória esse tempo bom. Quando vejo a São Paulo de hoje, pessoas que invadem o que é alheio, atiram até sofás pelas janelas me dá uma tristeza.
Isso tem que parar! É inacreditável!
O ser humano não pode ter descido tanto. É a ética e a moral que vai ladeira abaixo.
Mas por trás disso sempre tem alguém que quer lucrar com tanta baderna, sem teto e sem vergonha.
Sigam o exemplo de tantos brasileiros que fizeram dessa cidade o que ela é; um lugar de trabalho e tantas oportunidades.
Vem aí as eleições, vamos ver se através do voto possamos mudar essa situação.