Rádio Gazeta e a disparada no esporte

Em 1974 o Brasil se preparava para ir a Alemanha disputar o "tetra" e defender o "tri" de 1970. Estava eu com meu primeiro emprego na saudosa Companhia de Acumuladores Prestolite, na Mooca, quando resolvi ir ao trabalho desde Perdizes até a Av. Presidente Wilson no poderoso Opala 2500 branco do meu pai equipado com um "poderoso" rádio AM, e depois de vencer a AV. do Estado consegui uma vaga em uma das transversais da avenida, nas proximidades da fabrica Lorenzetti.
Era horário de almoço e resolvi rever o "meu" (o de meu pai…) possante!
E decidi ligar o rádio, que não dava sinais de vida se a antena externa não fosse erguida manualmente. Sintonizei a Gazeta 890 AM.
Deparei-me com a poderosa voz de Milton Peruzzi e me encantei de cara com seu rico vocabulário; as engraçadas intervenções do "Zé" Italiano, corinthiano até na alma apesar do sobrenome, o Rubens Pecci, Peirão de Castro Geraldo Blota, Paulo Vitor e uma promessa do rádio: um menino chamado Carlos Eduardo Galvão Bueno.
Senti que aqueles minutos de almoço se transformaram em "segundos" de entretenimento e prazer. Tornei-me um fã ardoroso da equipe que tinha Barbosa Filho, João Batista, Silva Netto, Oswaldo Maciel, Henrique Guilerme, "o barba" e muitos outros percebendo que o bom-humor é o melhor de todos os esportes.
Alguém se lembra desta turma?

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