Geralmente, discussões sobre política, religião ou futebol se revelam estéreis.
Todos têm suas verdades, credos e estratégias que nos remetem ao imponderável. Seria como filosofar sobre o nada ou analisar a importância da azeitona preta na empadinha de camarão.
Observando-se atentamente – principalmente em mesas de bares – surgem especialistas e “explicatólogos” para tudo; gesticulam e argumentam com tanta convicção, que dão a impressão de estarem decidindo os destinos da nação.
Um folclórico e festejado comentarista esportivo bem definiu o nosso esporte nacional: "é a coisa mais importante entre as menos importantes".
Partindo deste pressuposto, alguém poderia informar o que foi feito do glorioso e estranhamente denominado Fuleco?
Fuleco sugere o termo "fuleiro" que significa sem valor, reles, ordinário. De mascote oficial da Copa a ilustre ignorado, ninguém mais comenta o destino do pobrezinho tatu-bola.
“Futebolísticamente” falando, "jogado ao escanteio e na marca do pênalti".
Aliás, vamos combinar que no planeta bola, a qualidade futebolística dos atuais e milionários craques – elevados à condição de superstars – também se encontra à beira da extinção. Analisando friamente, assistir às atuais apresentações da seleção brasileira está mais sem graça do que ir ao baile e, por falta de opções, ter que dançar com a irmã.
Pena que os brasileiros demonstrem este efusivo patriotismo verde-amarelo cor de anil somente a cada quatro anos.
Nas emocionantes e mais abrangentes Olimpíadas, inexiste tanta comemoração a cada conquista de nossos atletas – alguns com parcos patrocínios e incentivos.
Que tal igualdade de condições para todos os esportes?
Mudando da água para o vinho – de somenos importância também –, aqui no alto da Avenida do Cursino, observei durante a semana passada o horizonte em direção aos quilômetros iniciais da Via Anchieta, bairro do Sacomã.
Durante alguns dias, a inspiradora lua esteve feliz e sorrindo de orelha a orelha; em plena fase quarto minguante.
Antes de o sol surgir, descobri a razão de tal contentamento. Nossa lua esteve "acompanhada" da estrela-d'alva, que aparecia um pouco abaixo de sua posição no céu.
De repente, eis que despontava o astro-rei e, por ciúmes ou despeito, ofuscava a cena com seu brilho. Pelo menos, este espetáculo será gratuito e eterno enquanto o Grande Arquiteto do universo assim o desejar.
Nem o padrão FIFA pode proibir.
Como disse no início, assuntos referentes ao futebol e religião podem se revelar como conversa para esperar o trem chegar na estação.
Sobre política e corrupção, que teimam em caminhar de mãos dadas – feito siamesas –, nada a declarar.
Nosso benevolente e paciente Criador há de nos confortar e dizer que o próximo gestor do mundo encontrará uma efetiva solução.