Os bailes de São Paulo e suas domingueiras nos anos 60… Cada clube ou salão tinha sua marca registrada, quando se ouvia determinada música, cantor ou orquestra logo era lembrado.
Se até hoje ouvimos Bienvenido Granda, logo nos lembramos dos bailes na quadra do Cruzeirinho, que fez 63 anos no último dia dois de abril… Anisio Silva, lembramos-nos do pequeno, mas aconchegante salãozinho do Vila Paris… Elvis Presley, no Bandeirantes… Se alguém preferia dançar Ray Conniff era só ir ao salão do Esso Club na Rua da Mooca… No salão do Radium, na Rua Padre Adelino, no Belenzinho se ouvia de longe Nat King Cole cantando em espanhol.
No Clube Independência do Brás, que ficava no mesmo prédio das lojas Pirani, a orquestra Los Guarachos não deixava ninguém sentado quando executava Caravana em “cha cha cha”.
No Clube Homs, a orquestra Zezinho da TV tocando “Mulher” era imperdível e no Clube Esportivo da Penha o Crooner que cantava igual a Gregorio Barrios, na orquestra do seu irmão Clodo.
Tempos em que os rapazes de terno, gravata e camisa de abotoaduras de madre pérola e alfinete dourado no colarinho; os brincos eram só para as meninas lindas e perfumadas, com seu penteado ninho, seguros por laquê… Se era melhor que hoje, é até discutível, mas calça rancheira rasgada no joelho era só para festa caipira.