Fonte de pesquisa: Biblioteca Padre José de Anchieta
Nasceu em 19 de Março de 1534, em Tenerife, Ilhas Canárias, na Espanha.
Em 1551 ingressou na Companhia de Jesus, em Portugal e dois anos depois embarcou para o Brasil, na comitiva de Duarte da Costa – segundo o governador geral, para catequizar os índios.
Foi mandado para São Vicente para catequizar os índios e com eles aprendeu a língua tupi.
Em 25 de janeiro fundou o colégio Piratininga com o Padre Manoel da Nóbrega.
Aos poucos formou um povoado ao redor do colégio batizado, por José de Anchieta, de São Paulo.
Viveu em São Paulo, no Rio de Janeiro e Espírito Santo.
Escreveu poesias, cartas e autos.
Escreveu “Arte da Gramática da língua mais usada na costa do Brasil”, a primeira gramática do tupi-guarani.
Morreu em 9 de Junho de 1597, no Espírito Santo.
Poema à Virgem (Padre José de Anchieta)
Minha alma, porque tu te abandonas ao profundo sono?
Porque no pesado sono, tão fundo ressonas?
Não te move a aflição dessa mãe toda em pranto,
Que a morte tão cruel do Filho chora tanto?
Em cujas entranhas sofre e se consome de dor,
Ao ver ali presente, as chagas que Ele padece?
Em qualquer parte que olha vê Jesus,
Apresentando aos teus olhos, cheios de sangue.
Olha como está prostrado diante da Face do Pai,
Todo o suor de sangue do teu corpo se esvai,
Olha, a multidão se comporta como se Ele ladrão fosse,
Pisam-No e amarram as mãos presas ao pescoço.
Olha diante de Anás,como um cruel soldado,
O esbofeteia forte, com punho bem cerrado,
Vê como diante Caifás, em humildes meneios,
Aguenta mil opróbrios, socos e escarros feios.
Não afasta o rosto do que bate e do perverso,
Que arranca a Tua barba, com golpes violentos
Olha com que chicote o carrasco sombrio
Dilacera do Senhor a meiga carne a frio.
Olha como rasgou a sagrada cabeça os espinhos,
E o sangue corre pela Face pura e bela.
Pois não vês que seu corpo grosseiramente ferido
Mal sustenta ao ombro o desumano peso?
(…)
(Só escrevi os primeiros versos, é longo e nos emociona demais).