Santo Amaro e o Torneio de Futebol de Várzea Luiz de Mona

Clube Atlético Socorro tricampeão
 
Pelo noticiário do então jornal A Tribuna, nº 1155, de 6 de dezembro de 1958, anunciava-se os preparativos para o primeiro Torneio Luiz de Mona, onde eram convidados os dirigentes das maiores agremiações de Santo Amaro. Era o passo inicial para tão esperada contenda futebolística da várzea de Santo Amaro e que muitos aguardavam com grande entusiasmo.
 
A Copa Luiz de Mona seria disputada com o sentido transitório ou definitivamente, desde que o competidor se sagrasse tricampeão, e seria em homenagem ao desportista local Luiz Silva, tradicionalmente conhecido como Luiz de Mona. Todo o trâmite preparatório coube ao anfitrião Grêmio União Santo Amaro que montou a comissão organizadora do certame.
 
Foram realizados seis torneios anuais a partir de 1960. No derradeiro torneio do ano de 1965 sagrou-se tricampeão o Clube Atlético Socorro, do bairro Capela do Socorro, onde se localiza a Represa de Guarapiranga, e pelo regulamento tornou-se ganhador definitivo do troféu, onde estavam presentes as seguintes equipes:
 
Clube Atlético Socorro
Clube Atlético Santo Antonio
Corinthians de Vila Iza
Estrela do Norte
Esporte Clube Jardim São Luiz
Grêmio Campo Grande
Grêmio União Santo Amaro
Velnac Futebol Clube
 
Deste torneio, de 1965, também foram selecionados os seguintes atletas para figurarem na seleção de Santo Amaro:
 
Grêmio União Santo Amaro – Espanhol, Empadinha e Dinhola.
Corinthians de Vila Iza – Branco, Gê, Alemão e Wilton.
Estrela do Norte – Julinho, Bahia, Pelé e Craveiro.
Clube Atlético Socorro – Barbosa, Romeu, Alir, Loiro, Yostia e Oduvaldo.
Grêmio Campo Grande – Moacir e Maurício.
Esporte Clube Jardim São Luiz – Clarêncio, Ditão, Dudu, Wilsinho e Maloca.
Clube Atlético Santo Antonio – Zé Souza, Paico, Diamante, Lauro e Giloca.
Velnac Futebol Clube – Quebrinha, Véia e Oswaldinho.
 
A Tribuna de 24 de abril de 1965 estampava o seguinte dizer relativo ao VI Torneio Luiz de Mona:
 
“Ganhem jogos, mas não percam respeito ao competidor. Percam jogos, mas não percam a linha que dignifica e enobrece os desportistas. O insucesso é estimulo para melhorar e progredir! Vitória é prêmio justo àquele que lutou mais, que suou mais a camisa, que perseguiu com mais insistência o caminho das redes, que teve mais entusiasmo ou que teve mais sorte. Vencedor como perdedor deverão receber o fato como contingências do esporte. Nada mais. Nada menos. Quem compete, ganha ou perde. O importante e ter sobriedade, calma e respeito para receber um ou outro.”
 
No jornal A Tribuna, nº 1510, de 2 de outubro de 1965, estampava: C. A. Socorro festeja a posse definitiva da Copa “Luiz de Mona”.
 
Coube ao Clube Atlético Socorro realizar o feito de conquistar definitivamente a Copa Luiz de Mona, onde granjeou o respeito de todas as agremiações que estiveram representadas no certame e que foi comemorada com a entrega de medalhas aos atletas campeões, além de um coquetel e uma suculenta churrascada, com acompanhamento musical dos “Os Sambam-Boy’s” e completado com “grandiosa reunião dançante” abrilhantada pelos “The Funny Boy’s”.
 
Havia um agradecimento da diretoria do Clube Atlético Socorro ao senhor Pierre Gustavo Pelerin, dono do Depósito de Materiais Guarapiranga, pela gentileza em ceder sua linha telefônica para transmissão radiofônica para o encerramento da Festa do Tri de um dos mais expressivos torneios de várzea da época.