A inveja é uma coisa horrível! Ela existe em qualquer ramo profissional, familiar, entre amigos, etc.
Esta história é do meu amigo de infância, o falecido ator Francisco di Franco. Ele nasceu e morou até a sua mocidade em São Paulo, na Rua Bela Cintra, no Jardins. O seu pai, Sr. Waldomiro, tinha um açougue na Rua da Consolação, esquina da Alameda Santos.
Mas o que o público precisa saber é que os invejosos acabaram com a sua linda carreira de ator em São Paulo.
Ele ficou famoso com o filme “Um certo Capitão Rodrigo” e com o seriado “Jerônimo, o herói do Sertão”. Fez mais de 30 filmes, ganhou o prêmio “Governador de Estado de Saopaulo.com”, fez o filme “Juliana do Amor Perdido”, etc. Ele foi eleito, em 1972, o homem mais bonito do Brasil.
O diretor italiano Sergio Leone (o dólar furado) queria levá-lo para fazer um filme ítalo-americano, com o ator Antonny Quim, mas o projeto não sortiu efeito, ninguém sabe o que aconteceu.
Ele estava no auge da sua carreira quando um travesti armou uma grande cilada. Foi em um apartamento na cidade de São Paulo, onde o ator morava. O travesti era seu vizinho de apartamento.
Certo dia, o vizinho tocou a campainha do apartamento do ator, ao abrir a porta, ele foi atacado a facadas, levou vários cortes, mas conseguiu fugir pelo corredor do prédio. Ao chegar na portaria, a porta estava fechada. Já que ele era um cara bem forte, com o corpo conseguiu quebrar a porta de vidro do prédio. Ao sair, na calçada, ele se jogou em baixo de um caminhão que estava parado no meio-fio.Ficou ali escondido em baixo do caminhão por um tempo, foi o que salvou sua vida.
Os moradores do prédio, com o barulho, chamaram a polícia, o Francisco foi levado para o hospital com várias facadas nos braços. Foi aí que sua carreira começou a ir para o buraco pela difamação.
O vizinho mentiu para a polícia, dizendo que o Francisco não queria pagar o programa que foi combinado. Foi uma grande mentira, o Francisco não falava com o travesti, apesar de ser seu vizinho. Ele, o travesti, tinha bronca do Francisco porque não era correspondido pelo ator.
A imprensa marrom começou uma grande difamação contra o ator. Falaram muitas mentiras, inventaram vários casos do ator com vários diretores da TV e cinema. A imprensa foi cruel e mentirosa, falaram muito mal de um grande ator, que venceu pelos seus próprios méritos, nunca mais conseguiu trabalhar no cinema ou na TV, caiu em depressão. E terminou a vida como motorista de ônibus em São Bernardo do Campo.
Morreu pobre e doente, no seu velório só tinha seis pessoas. O público e seus fãs esqueceram o grande ator, quando um grande ator é bonito e se recusa a fazer o teste do sofá, com os escritores de novelas, o fim da sua carreira está próximo. Ele me contou coisas horríveis que acontecem nos bastidores da TV. Descanse em paz meu irmão e grande amigo, Francisco di Franco.