Onde você mora?

Acho que é comum, a todas as pessoas, gostar de ter um endereço particular que indique morarmos em um lugar charmoso, chique, elegante, notável por alguma característica, etc.

Passei por isso.

Quando fui morar, em 1970, na Rua Venâncio Aires, entre as ruas Diana e Caraíbas, fiquei totalmente confusa quanto ao bairro que iria agora habitar.

A conta do telefone dizia que era na Água Branca; o imposto predial, nas Perdizes; a conta da luz, na Vila Pompeia, e os vizinhos também não sabiam informar com certeza.

Ora, escolhi morar nas Perdizes, bairro com prestígio social, com muito verde, berço de intelectuais e outras “cositas mais”.

Depois de algum tempo, comecei a perceber como a Pompeia tinha personalidade, fui conhecendo seu cérebro e seu coração, sua história me foi contada por minha amiga Noêmia Caldas e “mudei” para ela sem nunca ter mudado de endereço durante 40 anos.

Vivo muito feliz na Pompeia com o Palmeiras, o Sesc, seus shoppings, suas igrejas, suas escolas, seu comércio antenado, suas feiras livres e sua feira de arte anual, seus bares e restaurantes. Somente sua intensa verticalização me perturba um pouco. Onde vai parar?

Agora, para confirmar o que eu já havia percebido sobre a importância de uma denominação, somos bombardeados por uma propaganda maciça de um conjunto habitacional chamado “Jardim das Perdizes” e que fica na…Barra Funda!