Dupla ouro e prata – Miguel Ângelo e Osvaldo Cruz

Hoje eu acordei e talvez influenciado pelas recentes enchentes e desabamentos de casas e morros ocorridos recentemente no estado do Rio Janeiro. Com uma antiga composição musical na cabeça, que fez muito sucesso nos meus tempos de jovem, gravada pela dupla Ouro e Prata nos anos 50, intitulada Morro do Marapé, que em sua letra narrava toda a tragédia ocorrida na época nesse famoso morro localizado na cidade de Santos.

Pesquisando no Google encontrei um site da antiga dupla que traz tudo sobre eles, inclusive as letras de todas as gravações da famosa dupla. Desde minha infância (provavelmente por achá-la muito engraçada) eu sempre cantarolei a música, a mulher que o trem matou. E ignorava quem havia gravado a mesma, nesse site descobri que foi a dupla Ouro e Prata.

Atualmente eu a considero um grande besteirol, mas até hoje, 50 anos depois ela ainda me vem à cabeça, juntamente com o Xotes do Tintureiro, também gravação da dupla.

Resolvi então escrever sobre a dupla e assim divulgar aqui no Site SPMC, um pouco dessa época maravilhosa do Rádio Paulistano, como também a existência desse site da consagrada dupla que muito sucesso fez nas antigas Rádios: Bandeirantes, Tupi e Record, na época em que o nosso Rádio possuía numerosos talentos em todos os setores.

Seguem as duas letras das músicas citadas mais o Xotes do Tintureiro:

Autor/es – Osnir / Odair Perdigão – Gravação da Dupla Ouro e Prata.

“Segunda-feira, Logo de manhã cedinho,
Vai lá em casa um baixinho, e eu corro pra atender.
Eu abro a porta, E ele todo prazenteiro, Num sorriso vai dizendo, (garantido
nô) Tinturero.
Segunda-feira, Logo de manhã cedinho,
Vai lá em casa um baixinho, e eu corro pra atender.
Eu abro a porta, e ele todo prazenteiro,
Num sorriso vai dizendo, (garantido nô) Tinturero.
Tem roupa, pá ravá? Não, não sinhor,
Tem carça, pá paçá? Não, não sinhor,
Camisa pá engomá? Não, não sinhor,
Tem mancha, pá tirá? Não, não sinhor.
Ele então logo agradece, e seu caminho continua a seguir, eu então fico a
pensar, o que vou mandar lavar?
Se não tenho o que vestir. Ele então logo agradece, e seu caminho continua a
seguir, eu então fico a pensar, o que vou mandar lavar? Se não tenho o que
vestir…”

A Mulher Que o Trem Matou – Samba-autor Dinho – gravação dupla Ouro e Prata.

“A mulher que o trem matou, morreu, morreu pela primeira vez, morreu, que
triste fim, morreu com o nariz fazendo assim:
Hum, hum, hum, hum, hum, hum, hum, hum.

Quando ela estava enterradinha. O mundo inteiro quis saber: morreu?
Morreu, que triste fim! Morreu com o nariz fazendo assim:
Hum, hum, hum, hum, hum, hum, hum, hum.

A mulher que o trem matou, morreu, morreu pela primeira vez, morreu, que
triste fim, morreu com o nariz fazendo assim:
Hum, hum, hum, hum, hum, hum, hum, hum.

Quando ela estava enterradinha. O mundo inteiro quis saber: morreu?
Morreu, que triste fim! Morreu com o nariz fazendo assim:
Hum, hum, hum, hum, hum, hum, hum, hum…”

Adeus Marapé – samba-autores – Osvaldo Cruz e Miguel Ângelo (dupla Ouro e Prata)

“Bastião era meu filho, Dita era minha mulher, que morava onde eu morava, no
morro do Marapé, mesmo num tendo dinheiro, nóis vivia tão feliz, nisso chega
um engenhero, se vira pra nóis e diz, vocêis têm que se mudá porque, O morro
vai desabá.
Dita chorô, chorô, mais num se acovardô, ela disse: corrê, num corro, onde é
que nóis vai morá, se num fô aqui no morro?
Duas semana dispois, eu saí pra trabalhá, num sabendo, na vorta, o que eu ia
encontrá:
O barraco que tava lá em cima, veio pará aqui no chão, e no meio dos
destroço, eu vi o paletó do Bastião…
Fechei os óio pra num vê, dispois saí a corrê, só parei lá numa curva, pra
olha pra trás e dizê:
– Adeus Marapé, adeus Marapé, que levô meu filho, e também minha mulhé, adeus
Marapé, adeus Marapé, vô pra junto deles, quando Deus quisé…”

Espero que alguns dos queridos companheiros de idade já com o prazo de validade quase vencida como eu, se lembrem dessa antiga e famosa dupla paulistana como também destes antigos sucessos gravados por eles.

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