O futebol já foi assunto em diversas histórias disponíveis neste site. Eu mesmo escrevi uma aventura futebolística no conto “Sábado Insano”. Mas só para variar um pouco hoje vou abordar o “esporte bretão” não como jogo, mas como aglutinador de massas humanas. Para os mais simplistas, futebol envolve 22 homens, 11 para cada lado, cujo objetivo é fazer o maior número de tentos no adversário. Mas o esporte mais praticado no planeta bola vai além disso. É um verdadeiro ato ecumênico. Fica fácil constatar isso, pois no último Sábado fui assistir Palmeiras x Bragantino, no Pacaembu, partida válida pelo Paulistão 2007. Após um bom tempo sem ver o Verdão em campo não resisti ao convite de uma amiga para ir ao jogo. Como ela é funcionária da Secretária de Esportes me ofereceu um par de convites para as numeradas do estádio. Minha esposa não quis ir, pois é são-paulina, então a opção foi ir sozinho. Mas quando seu time do coração entra em campo aquela massa de pessoas desconhecidas torna-se uma só e todos passam a lutar por um objetivo comum: levar sua agremiação à vitória. É emocionante ver aquele bloco humano gritando em uníssono palavras de incentivo ao time, procurando transformar aqueles homens em guerreiros, cujas armas são a técnica e a habilidade para vencer a batalha. É claro que há muitos obstáculos para se chegar ao triunfo. Entre eles podem estar um ato errado do árbitro ou uma alteração equivocada do técnico. Dessa maneira a solução é xingar o juiz e chamar o treinador de burro, entre outros.
São 90 minutos de celebração em que todos os problemas e dissabores da vida ficam do lado de fora. É um momento mágico em que a cumplicidade e harmonia se fazem presente para extravasar e jogar fora todas as angústias que a vida põe na nossa frente. Com o apito final encerra-se a magia e o conto de fadas chega ao fim. O show já terminou. Vamos voltar à realidade.
Ah, o resultado?
Foi 1 x 1.