Bar do Dico

Sempre gostei de bar e botecos. É o jeito mais simples de você atender o cliente. O dono do Bar é parceiro para tudo, desde lhe dar as boas-vindas, olhá-lo e sorrir e perguntar o que você quer. Assim é o Bar do Dico, bar do botafogo do Morro do Geraldo ali onde a turma aparecia antes e depois dos jogos, peladas do domingo à tarde, em passeios de caminhão.

Ali era a “sede” do Botafogo. Ex-jogador do time, o Dico era dos veteranos vivos que atuaram em temporadas passadas. O Dico servia as bebidas, cerveja, o torresmo e os salgadinhos ali postos na vitrine junto ao balcão, o mínimo; o bar vivia cheio, duas mesas de sinuca, a TV sempre ligada, as portas abertas para a luz e a claridade entrar.

Em alguns bares, servem também ovo cozido ou sardinhas em conserva, para o gosto típico de algum cliente em especial. Dico também possuía uma chapa, para preparar o sanduíche quente ou bauru, raramente alguém pedia.

Nele Dico também preparava o churrasquinho: bife, queijo e ovo frito com algum tempero, cebola, alface e tomate. Mas havia também no armário “vitrinado” o pernil de porco ensopado ao forno. O Pernil, sempre esquentado, era servido aos pedaços no pão aquecido na chapa e a disposição do freguês cathchup, mostarda e maionese. Alguém leva? Nesse caso o lanche era para “viagem”, ensacado em saquinho de papel de padaria.

O Bar do Dico, na verdade é uma transposição do Bar e Restaurante da Xavier de Toledo, na paulicéia. Servia-se também o chope e a casa uma das mais tradicionais de São Paulo, bar de portugueses, ah! Que alegria e satisfação frequentá-lo.

Quando alguém escreve sobre gastronomia, bares e restaurantes sempre ficamos a recordar daquele bar nosso preferido e que está sempre em nossas memórias. Escrevi este texto, pois no Bar São Paulo (Tatuapé) escrito pelo Aureliano, ficou devendo mais detalhes sobre a casa, as características do dono do Bar, se usava bigodes, ou qual era a sua face, séria ou risonha… Igual o nosso Dico.

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