Algodão-doce / Quebra-queixo (delícias)

Escrever sobre doces, flores, praias, comidas, bebidas, etc. e tal, é muito gostoso, aliás, já escrevi sobre churros, outra delícia, e quem não comeu ainda algumas dessas quando na infância, adolescência. Quando garoto comia toda semana e às vezes todos os dias, em frente a quase todas escolas primarias tinha na porta um carrinho de algodão-doce, quebra-queixo, este feito de coco e açúcar de tão duro que era poderia até quebrar o queixo, segundo a lenda, mas realmente o dito cujo era duro e esticava muito, por isso tem o nome"quebra-queixo", quanto ao seu parceiro o algodão-doce, quando comprava-o ficava admirando aquela "geringonça" virando e saindo açúcar em seu formato redondo e branco, lindo e gostoso, o dono desse carrinho ficava sentado nos cabos do carrinho e pedalando,todos os dias ele andava uns 10kms ou mais para vender o algodão-doce com sua corneta, a apertá-la.

Tinha também um pipoqueiro, mas esse aparecia poucas vezes, com paçoquinha, o famoso chiclete ping-pong ou de caixinha (hortelã), o algodão-doce foi inventado, segundo a lenda, em 1899 por um veneziano quinhentista, teve seu glamour mais tarde em 1904, na cidade de Nascheville – EUA, ficaram com a máquina (aquela geringonça) que funciona até hoje em alguns pontos de São Paulo e rincões do Brasil, essa geringonça ficou exposta em uma feira em St. Louis – EUA. Feita por Johan Wharton e quis o destino que um dentista fosse, provavelmente, seu sócio, Willian Morrison, foram os propagadores das delícias que se perpetuam.

Lembro-me indelevelmente de uma "paquera" na infância, onde saiamos do grupo escolar e comprava-lhe sempre um dos dois e dava para ela, ficávamos muito felizes (como é lindo o amor na casa do Armindo), aliás, tenho um grande amigo chamado Armindo, há fatos na vida que marcam e muito, como esses doces, ah! Às vezes vem junto com músicas, como aquele doce "caixinha da sorte”, de onde saíam os anéis, lógico, dávamos as meninas, as lindinhas do "pedaço".

Doces lembranças, literalmente!

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