Os canários paulistas, a exemplo dos demais canários da terra, são pássaros “requisitados” por admiradores, para “mantê-los” em gaiolas. Hábito que infelizmente ainda continua em uso, mas está caindo ou decaindo.
Os canários paulistas são bom de briga, e sua vistosa aparência, ou beleza, é algo admirável. Desde o mais novo, chamado o pardinho, de cor branca e preta listado em verticais, dão ao pássaro uma postura admirável.
O adulto macho tem coloração amarela e sua cabeça, no topete, próxima do vermelho, quase roxo. A fêmea quando nova também é parda. A fêmea quando suas penas vão se amarelando chegando quase próximas do macho, chegando a se confundir com os amarelos machos.
No Brasil existem várias espécies de canário da terra. O Norte maior que o paulista tem a coloração mais amarelada e avermelhada do que o paulista, mas sua bravura em uma briga, com exceções não chega a concorrer com o canário paulista.
No Brasil, penso que não há similar ao canário paulista, em beleza e desenvoltura em uma briga, preso ou engaiolado, encosta-se as gaiolas e abrem-se as portas da gaiola de repartição, deixando as fêmeas no lugar onde estão as catutas. O papel das canárias e “corrichiar”, dando força e coragem ao macho para defender a sua honra e a briga. Quando solta, o canário perdedor some de cena, dificilmente retornando a gaiola, sua “moradia”.
Desde crianças somos acostumados a esse passatempo contrário a muitas pessoas por verem nesse hábito um péssimo exemplo dos proprietários, “passarinheiros”, dificilmente hábito esquecido quando chegamos à idade adulta.
Quis homenagear a fibra do canário paulista, que são presos e comercializados no mercado negro, é crime considerado inafiançável com prisão imediata aos portadores de pássaros, gaiolas, alçapão, e outros instrumentos para prisão dos próprios, redes, etc…
Hábito contraído desde a mais remota infância, nossos canários existiam em bom número, mas mais afastados no meio rural onde as famílias de agricultores e colonos mantinham suas plantações.
Era fácil observar os casais de canários fazerem seus ninhos em datas apropriadas, na primavera e no verão em locais bem altos e escondidos para se protegerem e defenderem-se dos predadores.
Hoje em dia, costuma-se fazer produção de pássaros em cativeiro. As aves em pouco espaço podem tranquilamente procriar, mas é necessário suprir os pais de insetos e vermes que contém proteína animal, sem o qual os pássaros subnutridos ficando fracos e mais sujeitos a doenças.
Esses pássaros costumam ser legalizados, isto é com poucos dias, são anelados e registrados no órgão competente o Ibama e podem ser expostos em exibições de pássaros abertos a população.
Uma outra espécie de canários, que não são de nossa fauna são os canários do reino ou belga, canários criados em cativeiro este sim podem ser colocados em gaiolas e seu canto diferente dos primeiros, o da terra, servem para enfeitar ambientes e colorir como passatempo quem gostar desse hábito.
A diferença entre eles, é que o canário da terra ou silvestre são canários criados em nossas matas. Prendê-los repetimos: é crime inafiançável e sujeitos a prisão prevista em lei.
O canário paulista, de porte médio, é um pouco mais grado do que o canarinho da terra. No interior ou nos lugares ermos do estado de São Paulo, provavelmente ainda existem esses bichinhos presos infelizmente, ou então mais a vontade dividem o ambiente próximo as residência, galpões e paióis onde se guarda a produção de alimentos. Acostumados a convivência com o homem, fazem seus ninhos nas próprias casas ou casinhas de madeiras expostas nas paredes para esse fim, a procriação da espécie.
Certo tempo depois de acasalados, o macho pode ser solto. Seu afeto e amor a fêmea são tão fortes que o faz retornar a gaiola, quando soltos, retornam as mesmas quando as portas são novamente abertas.
Os canários são presas fáceis ao homem, bastando alimentá-los e acostumá-los a presença dos humanos. Nada melhor do que a consciência ecológica correta para mantermos próximos aos homens, mas, em seu habitat natural. Esta é uma homenagem ao pássaro e o pedido de escusas pelo fato de já termos aprisionados esses bichinhos, felizmente caindo cada vez mais em desuso.
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