IV Centenário de São Paulo

25 de janeiro de 1954, São Paulo comemorava seu IV Centenário. Para acordar todo mundo lá em casa meu pai que levantava lá pelas 5h da matina, colocava "a radia", como ele dizia, no último volume no programa da Record, o “Banda de todas as bandas”, onde só tocava dobrado.

Nesse ano o Mario Zan gravava um dos seus maiores sucessos para comemorar o aniversário da cidade, o nome do dobrado não poderia ser outro, IV Centenário, música obrigatória por muitos anos em todos os bailes e arrasta pé nas festas de casamento, aniversário e juninas.

Eu tinha 11 anos e meu pai pediu para que minha mãe me arrumasse porque iria me levar para ver os desfiles da comemoração e a chuva de prata no Anhangabaú. Minha felicidade foi tanta que até esqueci da raiva que senti uns dias antes porque não me levaram para ver a inauguração do Ibirapuera e nem em um jogo do Pacaembu entre Palmeiras e Corinthians.

Fiquei maravilhado ao ver os Dragões da Independência no Pateo do Collegio e as outras festividades que vieram depois. Quando completei 12 anos no dia 9 de julho do mesmo ano houve outra chuva de prata, também no Anhangabaú. A partir daquele ano ao lado do número da casa dos orgulhosos paulistanos havia também as plaquinhas da comemoração do IV Centenário de São Paulo, na minha ficou por muitos anos até o dia em que mudamos para outra cidade em 1962.

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