Você sabe de onde eu venho?
Venho das terras dos cafezais,
Da boa terra de Pongaí
Da choupana onde um é pouco,
Dois é bom, três é demais…
Para São Paulo vim e para plagas distantes também lá fui, das montanhas alterosas, do pampa, do seringal, das margens crespas dos rios. Dos verdes mares bravios De outra terra que tanto amei… Mas peço que; por mais terras que eu percorra, não permita Deus que eu morra sem que volte para lá… e para cá… e Pongaí onde nasci.
Aproveitando a essência de uma bela canção, retoques fiz para ilustrar esta narrativa.
Com o passar dos anos de nossas vidas a memória vai acumulando as belas lembranças como um alento para a maturidade que se aproxima, lenta, mas inexorável…
Da infância despreocupada, da juventude em flor onde tudo reluz e sonhos se acalentam, a vida vai se transformando e o ciclo natural da existência vai fluindo…
Por contingências do destino nossas vidas de labor vão seguindo e outras terras vamos conhecendo e novos costumes e amigos vão nos enriquecendo.
E o tempo passa e de repente começa a vir a saudade dos rincões da terra em que nos viu nascer e dos locais onde a juventude desfrutamos e aonde a Estrela Norte nos indica os caminhos à seguir.
Neste momento, sobretudo, de São Paulo lembramos e a saudade aos poucos começa a florir até se tornar uma realidade, o retorno, e aí vem lembrança da canção:
“Por mais terra que eu percorra, não permita Deus que eu morra sem que volte para lá…”
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