Acho que foi nos anos 70 que começaram a pipocar em vários pontos de São Paulo os famosos rodízios de pizza do grupo Sérgio. Foi o maior sucesso, com os restaurantes sempre cheios; era uma opção de lazer acessível à maioria da população, que não podia frequentar as grandes e tradicionais pizzarias do Brás, da Mooca e do Bixiga, na época os grandes redutos da especialidade. As padarias de bairro também vendiam pizza à noite, em fatias ou inteira, geralmente de mussarela, calabresa ou meio a meio.
No Grupo Sérgio eram poucas as opções de recheio: mussarela, calabresa, portuguesa, escarola, aliche, alho e óleo, etc. que a todo momento eram oferecidas pelos diversos garçons. Comia-se até chegar ao desperdício. O que dava lucro mesmo à casa eram os sucos naturais, de laranja ou abacaxi, que eram servidos em enormes e pesados copos de vidro grosso, que davam a impressão de fartura, mas que na verdade continham muito pouca bebida e ainda por cima com preço nada convidativo. Aos poucos, com o arrefecimento do furor inicial, o movimento foi caindo e passaram a oferecer também um bufê de saladas, até finalmente se tornarem churrascarias e a pizza foi definitivamente tirada do cardápio.
Muitas unidades fecharam ou mudaram de nome. Foi quando começaram a surgir os grandes “fast-foods” como o MC Donalds, Jack in the Box e o Bob's. A própria pizza ganhou também seu fast-food, a Pizza Hut, mais à moda americana que propriamente italiana. Quanto à qualidade, as pizzas do Grupo Sérgio não eram nem de longe comparáveis às das grandes pizzarias, mas mataram a fome de muita gente, tanto no almoço como no jantar.
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