Final da década de 40 e início da década de 50, os postes que sustentavam os fios eram de ferro, eu era muito criança ainda, mas lembro que meus irmãos e os amigos na noite do ano novo saíam munidos de martelos para o já famoso da época, "o bate poste", quem é desse tempo deve lembrar, né Modesto?<br><br>Meia-noite, na chegada do ano novo havia fogos, mas não como hoje, era comum ouvir os sinos das igrejas badalando e a molecada dando marteladas nos postes de ferro e prestar atenção no rádio para saber quem ganharia a corrida de São Silvestre.<br><br>Os encontros das famílias eram mesmo no almoço do dia um com a lona esticada no quintal sobre a mesa improvisada com cavaletes.<br><br>Saudades dos meus pais na ponta da mesa (não abriam mão disso), minha mãe sempre na beira do fogão cuidando dos assados, das gargalhadas dos tios: Etore, Gigio, Guerino, Ernesto e as “molecagens” com os primos.<br><br>Eita italianada alegre cantando "La bela polenta"<br><br><br>E-mail: [email protected]