Nasci, cresci, estudei, casei, tive filhos…..no Itaim e continuo aqui! Como é bom lembrar que passei a infância brincando na rua, pulando corda, esconde-esconde…nas manilhas imensas em que entrávamos para nos esconder. Cansei de trepar nas árvores do quintal da minha casa, chupando jabuticaba no pé! Sim, o bairro foi crescendo, veio a energia elétrica, as obras de escoamento das águas pluviais, a rede telefônica, as primeiras casas com tv, cadeiras enfileiradas, como se estivéssemos no cine Star.
Escola? O Sacré Coeur de Marie era para meninas ricas do Jardim Europa, para nós, o Grupo Escolar Aristides de Castro, depois o Costa Manso. Sim, o nosso velho e amado Costa Manso, colégio estadual, privilegiados nós que lá estudamos! Inesquecíveis os nossos professores, uns tão amados, outros tão odiados, mas que deixaram a marca do saber em todos nós. Inesquecível o nosso diretor, Prof. Athos, a alegre professora D. Mirtes, que nos acompanhava nos bailinhos de fim de semana, o prof. Moreau, A Meméia, a Loseny, a Maria do Carmo, Theresa, o prof. de Ciências, assustando-nos com cobras vivas que levava para a classe! Tantos outros, guardados na nossa memória.
Quando fomos para o Clássico e os meninos para o Científico, estudávamos à noite, saíamos em comitiva, 11 horas da noite, mas estávamos protegidas, nós, as meninas, eu, Santina, Gloria…. nossos colegas nos levavam até a porta de casa. Começaram os namoricos, mãos dadas, um beijo roubado… picnic, Helcias fingindo se afogar, a Gloria começando a namorar o prof. Brás, com quem acabou se casando, o Alfieri me atormentando de ciúmes, a Flora comandando a turma, o Beto Masagão, tão culto e inteligente, a Regina, minha amiga até hoje.E depois, troquei de posição, era a professora, muito jovem ainda, recém-casada, enfrentando as classes abarrotadas de alunos, a nova política escolar, aluno não podia repetir, mesmo que fosse estrangeiro e não soubesse escrever em português! E a cantina ? Ainda me lembro do dono, tão amável e carinhoso com todos. Boas Lembranças….