Para os amantes de São Paulo, mais um cantinho a ser descortinado. Saindo do centro da Penha, continuando pela avenida Amador Bueno da Veiga, encontramos uma placa de acesso à ela: Vila Ré. Lugar de visual anos 70, com a rua Itinguçu como principal via, este bairro da Zona Leste, tranqüilo e cheio de saudosismo, retrata uma cidade que precisa descansar.
Suas ruas de nomes indígenas entrecortam um comércio em expansão e a rotina pacata dos moradores. Com poucas opções de lazer e cultura, seus principais destaques estão no Circo-Escola, colado à estação Patriarca do Metrô e a sede dos motoqueiros conhecidos como “Abutres”.
Jô Soares já engrossou o time dos roqueiros motorizados. Aos finais de semana, ao lado do viaduto Itinguçu, é possível se deparar com motos Harley Davidson e triciclos no melhor estilo “Mad Max”. Uma mistura de cultura grunge com punk, em que se reconhece facilmente o legítimo estilo rock’n roll.
Ponto alto da rotina paulistana é a feira livre, às terças-feiras. Com o que há de melhor numa feira tradicional, as pessoas que circulam por ali tem ares de nossa infância. Senhores que facilmente nos cumprimentam, mulheres escolhendo o que há de melhor nas barracas e uma confusão colorida entre as promoções dos tomates e bananas. Momentos especiais, para os bons observadores, para se apreciar ao sabor do caldo de cana e do pastel – tradicionalíssimos.
Próximo também da avenida Governador Carvalho Pinto, com uma respeitável infra-estrutura de bares e restaurantes, esse recanto da cidade é convidativo num sábado à noite. Para os mais religiosos, logo na entrada da rua Itinguçu pelo viaduto, vê-se a igreja de Santo Antônio, que conta com uma pequena, mas tradicional quermesse no mês de junho.
A Vila Ré é mais do que um bairro para se conhecer. É um lugar para morar e sentir-se bem.