O cotidiano nosso de cada dia

Você já foi acusado de rabugento? Eu não, nem pretendo ser qualificado dessa maneira, mas de implicante muitas vezes. Implicante não é bem a palavra exata. Tudo bem. Já me deram inclusive um livro de presente, escrito por Carmem Seib: “Como lidar com a Implicância”. Preste atenção pela Carmem, será que tem algo de Carminha meu Deus?

Ela diz que todos nós temos os nossos problemas, contas, atribulações de todas as ordens… Então ela indica que nossa sensibilidade deve cultivar hábitos positivos para que não olhemos com tanta dureza e menos exigência; por aqui, e por enquanto, nada é perfeito, mas poderá ser – mais leve.

Mais leve, concordo Carmem. Ultimamente, estando com vontade de jogar fora as coisas que me apertam no peito. E digo-lhes quantas coisas me enganei nesta vida. Quantas… pensava ser uma coisa e era outra completamente diferente. Ainda não sei por que tenho que passar, na realidade, isso tudo aqui são coisas do “idoso”, do senil. Li outro dia um texto sobre um tal churrasco à paulistana, os caras dizendo que não fazem mais isso e aquilo porque são hipertensos, outros que evitam o colesterol alto, etc.

Jesus, a vida foi feita para se viver. Não vou tolerar a falta de um churrasco por motivo algum. Pode ser que amanhã me arrependa. Mas a gente não pode ter medo de tudo até quando pode se deliciar um manjar com os amigos mais chegados. A mesa é algo para ser apreciado, sentindo prazer. E mesmo o “Mestre” gostava de se sentar a mesa. Assim, meus caros irmãos. Se vocês tiverem alguma coisa importante para dizer-me sobre implicância, digam-me. A Carmem aí fala de irradiar simpatias, aceitar os limites, nada como ser verdadeiro. Isso valeu! Sou aceita como sou, o outro é o nosso espelho… Implicância por que? É proibido ser diferente?

Nós somos o problema, continua; diz também que o amor está se apagando, espera aí: “O amor esta se apagando? Algo está errado em nossa sociedade, pois parece que estamos perdendo a força de amar. Andando pelas ruas, encontro pessoas tão preocupadas, agitadas, distantes, que olham sem se ver e até esbarram umas nas outras sem dar conta. A correria para o poder, para o saber, para ter distância às pessoas. O interesse excessivo pelas coisas cria, em volta delas, algo como uma proteção, que as afasta do convívio simples, do sorriso fácil, do poder de errar, da doçura do coração e das manifestações de aconchego, de atenção, de ouvir simplesmente.

Parece que estão pairando por cima das coisas e dos acontecimentos comuns. Há pessoas que se protegem tanto que os acontecimentos não as afetam, não as sensibilizam mais. E, ao mesmo tempo, elas sofrem a dor de estarem sós no meio da multidão".

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