Semana de eleição em São Paulo; um misto de apreensão para alguns, esperança para outros, desencantamento para tantos… Enfim, hora de pensar na nossa capital. Tomando cuidado para não escorregar nos milhares de santinhos esparramados pelas calçadas que rodeiam as escolas, vamos mais uma vez depositar nosso voto, ou melhor, apertar o botão da urna, onde serão registrados nossos desejos, nossa vontade de que aconteça o melhor, ou o menos pior, até que o barulhinho da urna nos informe tal qual uma fonte de desejos quando recebe uma moeda: "sua vontade está registrada, vamos tentar atendê-la".
Porém, ao contrário da fonte dos desejos, essa maravilhosa maquininha só registra nossa vontade, não tem a capacidade de atendê-la se esse desejo não for o da maioria que está votando. Aí entra o nosso livre-arbítrio ao escolher! Qual critério usaremos: quem me oferece o melhor? Quem oferece o melhor para mim e para minha cidade? Quem é esse que quer ser meu representante? A quem darei uma procuração para fazer tudo em meu nome enquanto estiver no poder? Difícil? Eu acho que sim, mas, afinal, estamos treinando desde a década de 80 e ora acertamos, ora erramos, mas sempre tentamos.
No próximo domingo não será diferente. A maquininha nos espera, vamos lá… documento na mão, paz na cabeça, olho nas calçadas e esperança no coração. Quem sabe dessa vez vai… é o que sempre esperamos nessa, que é antes de tudo hora de pensar.
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