Rio Branco, meu amor

Cheguei em São Paulo, vindo do Paraná, quase no final da II guerra mundial. Meu primeiro colégio paulista foi o Rio Branco, lá da rua Dr. Villanova, dos professores Chiaratti e Norton.

O Rio Branco dos tempos da Hebe Camargo, como crooner e do Carlos Alberto da Nóbrega, ainda filho – não artista – do pai Manoel, o talentoso criador da Praça da Alegria.

Do Rio Branco por onde também estudaram Ayrton Sena, Regina Duarte, Antonio Fagundes, Dina Sfat, Armando Bogus, Tarcisio Meira, entre outros astros, como os oliticos Ademar de Barros Filho, Paulo Pimentel, Fleury e etc.

No Rio Branco, com apenas 17 anos, fui o goleiro do time principal, com o apelido "Xavier", disputando a Mac-Rio de 1950.

A fama era tanto, que fui convidado a treinar no profissional do São Paulo Futebol Clube, lá no Canindé.

No banco, naquela manhã, estava o técnico Vicente Feola, ao seu lado, só assistindo ao treino, o Leônidas da Silva, o "Diamante Negro".

No campo, outro inusitado: meu zagueiro, no time reserva, era o Mauro, o mesmo, mais tarde em 1958, campeão do mundo pelo Brasil na Suécia. Ele mesmo Mauro Ramos de Oliveira, recentemente falecido.

Eu, depois daquele treino desisti de ser goleiro. Nosso time, com Mauro e tudo, levou mais de sete goals dos titulares Gino, Negri, Teixerinha, Bauer, Alfredo, De Sordi entre outros campeões.

Encerrava, ali, a carreira que nem começara, voltando ao Paraná onde me formei jornalista, advogado e publicitário, graças aos grandes educadores do Rio Branco, a grande universidade da vida, até hoje, formadora de cientistas, celebridades e homens de bem. Assim seja!