Recordar e viver: sinagogas do Bom Retiro

Ola! Quero lembrar, do bairro em que nasci, do Bom Retiro e melhor falando da Rua da Graça, onde na mesma quadra em que morei havia a farmácia e o açougue judeu, onde me lembro que sempre ia comprar e estava cheio. Lembro também que nesta mesma rua havia a loja de sapatos, o dono me parece que era grego.<br><br>Lembro-me do Correio da Rua Jose Paulino e da loja da Jose Paulino que vendia camiseta da marca Hering, a dona era muito simpática, e na Jose Paulino, quase esquina com a Rua Julio Conceição, tinha uma fábrica de bolsas com um preço bem camarada, era um bairro ótimo de morar, sossegado, tinha de tudo lá: escolas, lojas, farmácias, açougue, padarias, jardim da luz, enfim um bairro que pelo seu próprio nome diz tudo: Bom Retiro.<br><br>Esqueci. Um bairro cheio de sinagogas, tais como, a sinagoga da Rua Prates esquina da Rua Bandeirantes, segunda sinagoga da vila também na Rua Prates, terceira sinagoga do finado “Rebe Beer”, quarta sinagoga dos húngaros na antiga Rua Tocantins, quinta também a sinagoga “Talmud Thora”, sexta sinagoga “Lubavitch”, sétima a sinagoga da Rua Guarani, oitava a sinagoga do “Bneu Akiva”, nona sinagoga da Rua Joaquim Mortinho, décima a sinagoga, ou melhor dizendo , o templo da Nentow Prado.<br><br>Enfim, destas dez sinagogas ou 11 da Rua da Graça, ficaram só seis que funcionam hoje, é uma pena, pois isto mostra que as pessoas não moram mais no Bom Retiro e foram para os bairros Jardins ou Higienópolis, eu pessoalmente adoro o Bom Retiro, mesmo que ele já não é como uns 27 anos atrás, mas lembro e sempre com uma alegria. Então até mais com minha nostalgia do “bomra”.<br><br><br>E-mail: [email protected]