Lúgubre noite paulistana

Nas sombrias noites, frias e escuras, de um inverno rigoroso, em que a densa vegetação tornava ainda mais lúgubre as noites sem luar desta terra que nos acolheu, São Paulo.

Nos já idos anos cinquenta, a memória nos leva aos tempos ainda de meninice, quando aqui no Brooklin, morávamos.

Mês de julho, noite alta, perambulávamos, três amigos, pelas ruas desertas quando ouvimos um som aterrador, saindo de uma casa abandonada e uma voz gutural, dizendo:
– “Eu sou o fantasma da meia-noite… Vou pegar vocês…Uuuuuuu…”

Saímos em uma louca disparada com o coração batendo a mil…

Ao longe estando, paramos e vimos que o nosso amigo Juca Chaves estava com a calça toda borrada. Não tinha como não rir, apesar do susto.

Eis que aparece a dupla de "fantasmas" rindo até não poder mais.

Era meu irmão e o Germano. Só não bati neles porque não conseguia parar de rir olhando a calça do Juca (risos!).

Tempos que não voltam mais…

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