Colégio Dom Pedro I – Orgulho de São Miguel

Estudei no Dom Pedro de 1966 a 1972, em diversos horários: manhã, tarde e noite. Um período inesquecível, quando os menos inteligentes tinham que estudar em escola particular porque não era fácil encarar o exame de admissão no Dom Pedro, mesmo para quem, como eu, fez o curso preparatório com o Mirotti e o Hugo, filhos da Dona Edila, dona do cursinho.

Uma construção bonita e grande, arquitetura moderna para a época, amplas salas e janelas, rampas, um ótimo anfiteatro, biblioteca, laboratórios, sala de educação física equipada, quadra poliesportiva e tudo o mais que precisávamos para aprender se divertindo.

Nessa época já não se estudava Latim, mas tínhamos aulas de Francês com o sotaque inesquecível da Maria Eliude, se bem me lembro era esse o nome daquela nordestina simpática e carinhosa. Inglês com a doce Ivani e com aquele monumento italiano que morava na rua da delegacia, a Giuseppina. Subia e descia a José Aldo Piassi só na esperança de vê-la.

Filosofia, Canto Orfeônico, Desenho e Artes complementavam o currículo tradicional e nos ensinavam coisas diferentes e interessantes, que guardamos até hoje. Excelentes professores, gente com vocação para ensinar e respeitados na sociedade de então. Menino bom, na época, passei ao largo das broncas da temida Dona Deise Anderi, mas tive meus confrontos com o Jacob Putterman que a sucedeu. Um deles inesquecível, mas não há espaço para contar agora.

Além da Pina já mencionada, não dá para esquecer outros professores: o maluco Olinto; o "alegre" Edson, de Geografia; a bonitona Neide, de História; o temido Barbosa, de Matemática e a brava Florinda, de Matemática do Colegial, minha segunda paixão depois da Pina. Tinha ainda o Sergio, da Educação Física; o bonachão Shiroshi, de Química; a linda e irascível Marina, de Bilogia; a moderninha Cristina, de Química e tantos outros. Enfim, cada um de nós tem suas lembranças boas e más daqueles mestres.

Tudo isso, em meio a amigos maravilhosos, muito dos quais convivo até hoje, embora a maioria de nós tenha se mudado do nosso querido São Miguel, que merece uma crônica própria e exclusiva. Um dia, ainda acho tempo e talento para escrevê-la.

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