Achei legal este espaço dedicado ao bairro Vila Industrial e, como moro aqui desde os meus 3 anos (1963), resolvi compartilhar com vocês minhas lembranças.
Moro na Avenida do Oratório, ao lado do supermercado Bem Barato, que antigamente era um grande morro. Lembro-me que ali se montavam circos que, quando menino, frequentei; jogávamos futebol, taco e andávamos de bicicleta. Tempos bons aqueles; depois, construíram o Supermercado Mori, posteriormente Onitsuka, etc.
Minha casa fica em frente onde era o antigo supermercado Coelho, tínhamos até um time "Coelho". Lembro-me do Helio, Bitao, Aguinaldo, Luis Carlos, Nene. Nosso time mais perdia que ganhava, mas era um tempo muito bom. Próximo de casa havia também a padaria Flor do Lamegal, do Sr. Domingos e Dona Olinda, na frente da padaria era a Adega Luar (Raul ao contrário), mais a frente, onde hoje é um posto desativado, era a sapataria do Seu Alvino, onde trabalhou o Gringo e depois o Baloza. Onde hoje é a casa de carnes Tenesee, era a padaria Caribe, do Seu Lima e Dona Amelia, mais a frente era a foto Uniao, que recentemente acabou, na esquina da Oratório com a Morais Costa o jornaleiro Sr. Joel (recentemente falecido), onde hoje é Jr. Frios, também costumava ter circos (bela diversão na época), onde hoje é o Bradesco era o supermercado Akamine (onde em uma época que faltava leite formava-se uma extensa fila dobrando a esquina, para tentar adquirir o produto).
Minha mãe, conhecida como Dona Fia (ou mulher do bolinho), vendeu doces e salgados por 19 anos com uma cesta de vime (muita gente deve se lembrar dela: mulher batalhadora que amo muito); lembrei-me também do supermercado Chibana que ficava quase no fim da Rua Sto. Amasio (hoje Solar dos Pinheiros). Lembro-me também que descendo para onde hoje é a Praça do Samba (lado esquerdo) havia uma família de carvoeiros, voltando para a parte de cima do bairro, onde hoje está o supermercado D’Avo era uma fábrica de blocos e no terreno de frente havia um drive-in, mais a frente do D’Avo havia um bar (sede do XI VELOZ FC), seguindo bem mais a frente, onde hoje é a pizzaria Demartino, era uma padaria chamada Pão Puro (em frente).
O Maria da Glória da Costa e Silva, e depois Gevi, foi onde estudei desde 1967; me lembro da minha primeira professora Dona Uggueti, da Dona Liane Noceira e, já no ginásio, lembro das aulas de educação física com os professores Iguatemi, Jose Luis e Nilton (adorávamos jogar futsal), lembro dos amigos Ratinho, Fnm. Pelezinho, Tim Maia, Armandinho, etc., tínhamos um bom time na 5ª série (Gilmar, Gonçalo, Helio, Lila, não me lembro o goleiro). Disputávamos com as outras séries (2ª, 3ª, 4ª) e dávamos trabalho, agora um time que não tinha para ninguém era um time da 1ª série, que me lembro até hoje (Serginho, Adalberto, Papazorro, Alemão e Tatu), do Gevi lembro-me do Bene, Chicão, Dona Maria, Dona Áurea e dos professores: Moacir, Dona Rosi, Sr. Benicio, Sr. Clovis, Fujika, etc. Tinha também a Dona Janete Giacomazzi, que substituiu o Seu Wanderlei em uma determinada época (excelente professora), lembro-me também de uma amiga querida: Elisabete Misako, Guiomar Honorio dos Santos, Mariza e muitas outras que vivenciaram comigo este belo período escolar.
Nos anos entre 1972 e 1973 aconteceu em desfile em 7 de setembro que ficou na minha memória e acho que na de muita gente. Quem viveu este período também, com certeza, se lembra de um pintor letrista de nome Ivan que embelezava nossa Vila Industrial, com seus traços, pinturas e desenhos… Ah, quanta saudade deste bairro e deste tempo bom que não volta nunca mais! (parafraseando a música Sr. Tempo Bom "Dj. Thaide"
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