Vila Maria…quantos de nós nascemos, crescemos e nos criamos por aqui. Quantas saudades boas deste bairro que hoje comparo a uma cidadezinha de interior, onde seu comércio gira em torno da Av. Guilherme Cotching, ao tempo que se tornou um local de passagem para outros bairros, apesar dos avanços ainda conserva um pouco dos traços característicos de uma Vila Maria de tempos em que passeávamos pela avenida e nos encostávamos nos bancos da praça em pequenos grupos de amigos.
Saudades dos bailinhos que fraquentávamos nas casas de coleguinhas, onde a iluminação eram os papeis de seda coloridos, a vitrola e o gravador faziam a vez dos aparelhos de som modernos, risos. Saudades dos bailinhos de salão na região, onde fizemos muitos amigos que se espalharam por aí, também levando saudades e que muitos deles já não estão mais em nosso meio. Lolly Pop, a Shock, Pop Corn, eram alguns bailinhos e entre eles alguns barzinhos espalhados entre a avenida e as ruas do bairro e que marcaram a adolescência de muitos.
Nos colégios da região, das festas aos bailes juninos do Senador Paulo Egdyio, Sion, João Vieira e Florinda Cardoso, enfim, nos deixa aquele cheirinho de adolescência que nos traduz um tempo onde éramos muito felizes e não sabíamos.
As domingueiras inesquecíveis do Clube Vila Maria, às torcidas organizadas como a Camisa 12 e o Flamenguinho e as escuderias clube do Mau-Mau, Corner, a Fais-Fais, enfim, tínhamos acesso a tudo onde nos fazia ser conectados a todos. Tínhamos a saudosa doceria Paçuca e a Bom conselho, onde nos lambuzávamos nas novidades que eram os sorvetes de creme com a polpa da fruta.
Nós tínhamos tudo!
Nós éramos felizes. Tínhamos até dois cinemas em nossa avenida, que fecharam, e uma pista de corrida de cavalos que hoje é o atrativo parque do Trote, onde com relação à praça já não posso dizer o mesmo, haja vista que destruíram a nossa praça em épocas de eleição, onde entristeceu a muitos, por ser este o maior cartão de visitas do nosso bairro e assim sendo, tivemos a calçada de pedras trocada por placas cimentícias em nossa praça.
O que muito nos incomoda hoje, também é o córrego da Avenida Morvan Dias Figueiredo que precisa de revitalização, e a falta de um teatro para integração dos jovens, afinal, nossos tempinhos bons se foram e outros tempos bons hão de vir, então devemos ampliar nossos sonhos que poderão ser realizados na medida em que lutamos por uma vila, um bairro, uma cidade melhor. Podemos resgatar todos estes momentos na medida em que preservamos nossa história de infância e adolescência no coração de nossos descendentes, para que onde quer que estejam, possa construir uma história bacana, assim como nós vivemos na nossa saudosa Vila Maria.
Grande abraço a todos os cinquentenários… Yes!
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