Grande São Paulo e as cidades que vicejam ao seu redor

28 de julho de 2012, 9h. Em Mauá, Grande São Paulo (Lindo isso! Grande São Paulo; só as cidades realmente importantes têm um grupo de cidades vicejando ao seu redor), parei meu carro em um local onde é necessário pagar (pagar para estacionar em uma cidade dormitório, cheia de ruas vazias, com vagas em profusão, enfim…) para estacionar. Como cidadão que respeita a legislação, ainda que não concorde, especialmente nesse caso, onde está claro a "fábrica de multas", fui até um totem, porém, não tinha em meu poder moedas no formato/valor que a máquina aceitasse. Voltei ao carro para procurar no porta luvas, onde nunca ninguém jamais em tempo algum viu um par de luvas, e: surpresa – uma garota fotografava meu carro por todos os ângulos possíveis para, evidentemente, lavrar a famigerada multa.

Comentei: “Você não está multando, não é? Porque eu estou tentando conseguir moedas para pagar a vaga e não há um só carro pleiteando esta vaga (e nenhuma das outras tantas vagas disponíveis, diga-se de passagem)”, ao que ela respondeu: “Não há tolerância! Ainda não multei, mas…” Ameaçou. Eu poderia alegar que nem estacionado meu carro estava, pois como não havia um gato pingado na rua, fui ao totem com o motor em funcionamento e o Código de trânsito diz que estacionar é: “desligar o motor e sair do carro”, portanto “eu parei; não estacionei”. Poderia ter ainda comentado que no anúncio da Zona Azul, afixado em suportes ao longo da via, deveria estar clara a informação de que não há tolerância “nem para providenciar o ticket de pagamento”, mas esta informação foi omitida. Eu poderia tanta coisa, mas nada valeria a pena, afinal, como em Beckett, a vida se repete em eterna espera e nada, nada acontece, nada muda, Godot não vem, somos todos “Clowns”, eis aí.

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