As ruas não me pareciam tão íngremes naqueles dias antigos. Árvores copadas sombreavam a praça deixando no ar um cheiro bom de jabuticabas graúdas.
Candelária, Santo Eduardo, Trote.
A caminho do cemitério desciam senhoras de roupas pretas; passos fortes na tarde vazia.
Dormiam com seus fantasmas, acariciavam fotografias de seus mortos, com flores enfeitavam seus vermes (I slew a worm the other day!).
Livre vagava idealizando correntes; serpentes fluviais no leito seco de um rio onde toda vida naufragou. Vida que renascia diversificando-se na mesmice, em sonhos a transformava. Era tudo tão vasto e pequeno.
Este menino, que um dia habitou em mim, hoje insiste em não responder se o chamo p'ra brincar. Nunca mais virá!
Morre ao longe uma nota triste. Na manhã barrenta, um som de blues.