A função de office-boy nas décadas 50/60/70/80, na capital paulistana, era de muita responsabilidade. Diariamente, garotos cujas idades oscilavam entre 15/16/17 anos tinham que realizar tarefas que exigiam muita responsabilidade e inteligência. Quando um office-boy, por exemplo, precisava comprar alguma ferramenta na famosa Rua Florêncio de Abreu, não era recomendável que ele comprasse a primeira ferramenta que encontrasse.
As ferramentas possuíam diferentes fábricas, e os preços variavam de loja para loja, fábrica para fábrica; aí cabia ao office-boy, pesquisar mais ou menos em umas dez lojas e, ao final, aquela de melhor preço iria ser comprada. Este comportamento do office-boy era muito importante para a empresa. Essa iniciativa na questão das ferramentas também tinha que existir nas corporações bancárias, (depósitos, pagamentos de duplicatas, visar cheques, enfim…).
Nos correios e em todos os lugares onde o office-boy precisasse cumprir um serviço, as palavras iniciativa e esperteza eram fundamentais. Então, as empresas, de um modo geral, necessariamente precisavam ter office-boys responsáveis e competentes. A função destes funcionários era importantíssima para as empresas. Como se vê, paralelamente aquela idéia do office-boy moleque passeador na cidade, existe um office-boy executivo, sério e responsável. O cargo de office-boy de outrora era uma passagem obrigatória para posteriores progressos profissionais. À grosso modo, eu compararia o office-boy com um goleiro de um time de futebol, onde ambos não podem falhar.
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