Vida feliz trabalhando na Copiográfica

Em 1972, eu comecei a trabalhar na copiográfica que, na época, ficava na Rua Rego Freitas 377. Como gostava de trabalhar como mensageiro externo, eu e um bando de moleques que tínhamos como chefe o Senhor Jonas. Recebíamos uma ficha e, no final de semana, trocávamos por dinheiro, não tinha horas extras mas sim fixas. Como era bom quando nos mandava para a Avenida Pacaembu, quando eu ia para a rua das palmeiras… <br><br>Era muito bom, pois eu aproveitava para passar na G. Gonçalves, no Largo Santa Cecília. Gostava muito de visitar o Mappin. Mas também, via coisas muito tristes como o incêndio do Andraos e do Joelma, onde até hoje vejo as pessoas pulando do prédio; tenho saudades dos meus colegas de trabalho e do Senhor Joel, Senhor Roberto o nosso gerente e do dono, o Senhor Vicente.<br><br>Depois, eu saí e logo fui trabalhar na copiotécnica, empresa do mesmo dono da copiográfica. Como era bom… Trabalhávamos muitas noites seguidas, mas éramos alegres, pois, éramos reconhecidos pelo Senhor Vicente que nos dava boas recompensas por este nosso esforço. Daí tudo acabou, fiquei velho e todos os meus companheiros sumiram. Como eu gostaria de reencontrá-los (tanto os da copiográfica como os da copiotécnica)… Quem sabe não terei ajuda para isso? Seria muito feliz se isso acontecesse. Sei que tanto eu como o meu irmão António, que trabalhou na copiográfica e na graficópia, fomos bons funcionários, pois saímos pela porta da frente sem deixar inimigos. <br><br>A história é longa, mas não tenho como contar em um espaço tão pequeno. Morávamos em Barueri e, na época, só tinha o trem como meio de locomoção e, além do mais, demorava uma hora de viagem e ia muito lotado, mas mesmo assim não faltávamos ao trabalho.<br><br><br>E-mail: [email protected]