A igreja tinha um jornal de divulgação da fé, chamado, A voz de Fátima, dirigido por um jornalista, Juarez Callado, morador do bairro. O fotógrafo que mais trabalhava na paróquia era o Mario, que tinha sua loja na esquina da Estrada de Itapecerica com a Rua Um, hoje, Rafael Proença, chamada "Foto Tóquio", que desde 2005, não existe mais. Religiosamente não podemos esquecer os seminaristas do Verbo Divino que muito atuaram nas missas como Carlos Alberto, José Sebastião, Mariano e outros.
Importante destacar que em 1961 criou-se uma das maiores e mais atuante comissão em prol da construção da igreja, que foi constituída por:
Comissão:
Presidente – Joaquim Nunes Teixeira;
Vice-presidente – Dimas de Sá;
Primeiro secretário – Luiz Pacheco do Amaral;
Segundo secretário – Francisco Inácio de Melo;
Primeiro tesoureiro – Francisco Pacheco Teixeira;
Segundo tesoureira – Maria Nunes Teixeira;
Presidente do conselho – Sebastião F. de Almeida;
Vice Presidente de conselho – João Saraiva.
Conselheiros:
Osvaldo Zani;
Antonio de Freitas;
Maria de L. Teixeira;
Guilherme N. Teixeira,
Luiz Zani;
Gabriel Lopes;
Dioalzio Beltramem;
José Barone;
Clemente P. Chagas;
Antonio Zacarias;
Manoel L. Coelho;
Milton Leite;
Geraldo B. do Nascimento;
João B. Borba;
João de Freitas;
José R. de Araujo;
Hermes L. Schcola;
Afonso V. da Silva;
Manoel F. Camargo;
Maria de Freitas;
José Nunes;
Antonio Nunes;
Augusto Rodrigues.
Festeiros responsáveis.
Paulo M. de Avelar;
Clemente P. Chagas;
Elias a. Klein, João Saraiva;
Natálio Vieira,
E a todos os congregados Marianos, Filhas de Maria e o povo do bairro que muito colaborou nas festas em geral.
A luta da comunidade:
Várias lutas foram desencadeadas na comunidade da região comandada pelo Padre Mauro, entre elas, uma para trazer melhorias como asfalto, linha de ônibus, creche, moradia, associação antialcoólica, escolas, posto de saúde e também para trazer orientações aos jovens com programas e concursos de poesia, teatro, gincanas e tantas outras. Ente outros programas ele criou e organizou pastorais, serviços e movimentos como: pastoral do batismo, da saúde, de jovens, o clube das mães, programa o “sopão”, os Vicentinos.
A comunidade crescia e com ela grupos se formavam, como o grupo de jovem iniciada por Shigue Nakanose, que se tornou padre, Ana, Dinha, Soró, Airton, Paulinho, Lourdes, Ângela, Cida, Paulo, Chicão. Outro grupo de jovens surgiu com Aparecido, mais conhecido como Cido, e sua mãe, José Carlos, Roseli, Mauro, Vera, Dagoberto e Joel. Grupo pós-catequese que apareceram depois, comandado pelo Mariano, que também se tornou padre, nascido no bairro e o grupo se chamava Arco íris. Grupo de crisma e catequese, idealizado por eles.
Enfim, Padre Mauro era um homem da igreja, seu pensamento e sua ação tiveram sempre um cunho eclesial e missionário, foi membro do primeiro conselho de presbítero da Arquidiocese de São Paulo. Na antiga região Episcopal de Itapecerica da Serra era figura imprescindível. Criada a Diocese de Campo Limpo ele continuou prestando o serviço com sua inteligência, sua cultura teológica e experiência pastoral. Ele dizia, sou feliz por ser negro e por ser padre. Órgãos como CNBB, CRB tiveram sua colaboração na área de Evangelização e das culturas oprimidas da pastoral urbana.
A morte veio de repente a esse grande apóstolo, seus últimos três anos de vida, apesar de nunca se queixar, algumas pessoas viam em seu olhar um sofrimento, ele transpirava muito e foram anos finais de pura purificação interior. Mas, o tempo todo ele manteve sua principal característica que era transmitir aos fieis sua palavra de salvação e alegria. Toda sua história na igreja Nossa Senhora de Fátima em Vila das Belezas não foi em vão, deixou bons exemplos e muitas obras. A gratidão do povo ficou clara em seu velório de corpo presente e a multidão que acompanhou o seu sepultamento.
Após o falecimento do Padre Mauro, vários párocos e vigários passaram pela paróquia:
Padre Patrick, padre irlandês que ficou um bom tempo na paróquia, em 2009, tivemos como Pároco Padre Danilo Mafficini e Vigário Padre Agnaldo Barbosa das Silva e o Vigário Padre José Tadeu Silva Ferreira.
A construção da primeira capela de Nossa Senhora de Fátima foi antes da vinda do Padre Mauro. A capelinha de Vila das Belezas foi construída em 1950, ano em que o Senhor Joaquim Nunes Teixeira, morador da Vila das Belezas desde o ano de 1930 e católico fervoroso, foi a Portugal buscar a imagem de Nassa Senhora de Fátima, confeccionada (esculpida) em cedro para a futura igreja.
O terreno da parte baixa da Vila das Belezas, entre a Estrada de Itapecerica e o córrego do morro do "S", era do Senhor José Abrantes, inclusive o da futura igreja, vale salientar que primeiramente ali era a Fazenda do Chá, depois foi dividida pela Dona Benta e doada uma parte aos "escravos" descendentes e outras parte vendidas, um dos compradores, de “uma certa porção”, foi o Senhor José Abrantes que já possuía terras lá pelo lado do atual Parque Arariba, após o córrego do morro do "S"
Um pessoal da cidade queria comprar os terrenos aqui e o Senhor Joaquim Nunes Teixeira, muito amigo do Senhor José Abrantes intermediou a negociação de venda com a Organização Alfa Imobiliária da Praça João Mendes, essa imobiliária tinha três sócios, após o fechamento da venda os lotes foram divididos em área de 250m2, (10m x 25m), padrão na época, o Senhor Joaquim acabou virando corretor sem querer, mas não deixou de ser agricultor pelo conhecimento da região, e em troca, pelos serviços, solicitou a essa imobiliária um terreno para a construção de uma capelinha, pois o bairro não tinha ainda.
Um dos sócios não quis doar o lote e os outros dois sócios concordaram na doação, um deles chamava-se tenente Porto, quando o Senhor Joaquim chegou de Portugal com a Santa um dos sócios da Imobiliária, informou que a Santa já tinha feito um milagre, pois aquele sócio que não queria doar o terreno da igreja, mas acabou concordando com a ideia e doando um terreno de 500m2 em um lote de 250m2 foi construído primeiramente uma gruta e depois nos restantes 250m2 a capelinha.
Continua…