Pichar ou grafitar?

Pichar ou grafitar? Eis a questão. Porque será que o ser humano, insiste em desobedecer às leis implantadas para uma convivência sadia e socialmente corretas? Porque será que existe uma gana desenfreada em estragar as coisas belas, em detrimento a uma vontade insana de "marcar terreno" ou "deixar minha marca" ou chamem como quiser, não vai alterar em nada.

Alguns dos nossos jovens, não se preocupam com o hoje e muito menos com o amanhã. Sujam as paredes da nossa querida cidade de São Paulo, com rabiscos desconexos, intitulados por eles de "marcar presença" que só são reconhecidos por uma minoria. Poxa! Se for esta a intenção, porque não fazê-lo de forma artisticamente aceitável, onde possam ser reconhecidos?

Como seria bom se ao invés de deparar-nos com muros totalmente "pichados", esses garotos afoitos, realizassem painéis semelhantes aos murais que sempre tiveram a função de comunicar ao povo valores religiosos, políticos, sociais, como foi no Egito, em Bizâncio, na Idade Média, ou os afrescos do Renascimento de Michelangelo e Rafael Sanzio, ou lembrando ainda, do trio de mexicanos Rivera, Orozco e Siqueiroz, cujos murais são considerados os pioneiros da pintura moderna, refletindo temas da cultura do seu país com conteúdos sociais e revolucionários.

Pois é, não precisamos ir muito longe, hoje também podemos dar alguns exemplos de jovens artistas que nos presenteiam vez ou outra com suas obras de parar a nossa cidade de São Paulo.

Podemos citar o talentoso jovem Eduardo Kobra com seus painéis que fazem verdadeira reverência a São Paulo, a jovem Fefê Talavera com seus desenhos com letras criativas, cores fortes e quase infantis, ou ainda os irmãos Gustavo e Otávio Pandolfo (Os Gêmeos) que além de embelezarem nossa cidade, ainda levam o nome do Brasil para fora do nosso país.

Que bom seria se cada pedacinho de muro fosse grafitado por esses mesmos garotos que querem deixar as suas marcas, porém de forma agradável aos olhos e a alma.

Cabe aos organizadores de nossa cidade, dar esse incentivo a esses jovens, fazendo um projeto e convidando os pichadores a trocarem seus rabiscos por grafitagem. Só assim nossa cidade seria mais humana, mais alegre, mais colorida, mais interessante. Fica aqui o meu manifesto

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