Que me perdoem as outras, nunca houve no mundo turma igual a da Travessa Carneiro. Essa travessa existe ainda, entre a Rua Vergueiro (altura do número 200) e a Av. 23 de Maio. Desfigurada pela construção do Metrô, que derrubou os 3 primeiros sobradinhos, no início da vila. Pior que isso, o Metrô destruiu o enorme e antigo muro de pedras portuguesas, construído no início da República. Esse muro, conhecido por todos como “Paredão”), dividia a Rua Vergueiro: na parte de cima passavam os bondes, abertos e “camarões”, que se dirigiam para os bairros de Vila Mariana, Jabaquara e Santo Amaro. Na parte de baixo da Vergueiro, carinhosamente chamada de "Vergueirinho", fica a nossa Travessa. Nossa turma, meninas e meninos, cresceu junta. Meninice, adolescência e juventude, juntos. Eram os anos 50 e 60. Depois, pelas circunstâncias da vida, cada um seguiu seu caminho, Vida e Morte. Nós, os remanescentes reunimo-nos todos os anos para comemorar e relembrar; a mais novinha tem 62 anos e está viúva; eu, o mais velho, 70. Temos muita "estória" par contar, alegres ou tristes (como todas as "turmas" tem) . Mas a nossa é especial, me perdoem a modéstia; ou a SAUDADE… Voltarei a este extraordinário espaço, para contar uma-a-uma,…E, em todas, o pano de fundo é essa extraordinária cidade de São Paulo, como diz o poeta: São Paulo de nossos amores!!