São Paulo e as coincidências

Vou contar duas coincidências que aconteceram comigo em São Paulo nos anos 85/86.

Momento 1:

Sou do Maranhão e fui para São Paulo morar com uma irmã mais velha. No Maranhão trabalhei para uma família em Caxias. Eu tinha 17 anos e trabalhava de dia estudava a noite. Essa família tinha um filho, já rapaz, mas não tínhamos muito contato porque ele era muito tímido.

Em São Paulo, em um tremendo domingo de sol, fui para Mogi das Cruzes com uns amigos. Quando eu ia retornar para eu trabalhei na casa dos pais dele no Maranhão. Olhamos-nos um para o outro e perguntamos no mesmo momento: “O que você esta fazendo aqui?”, e caímos na gargalhada. Ele respondeu que trabalhava como vendedor de terrenos. Vejam como São Paulo é pequena (risos).

Segundo momento:

Tinha uma melhor amiga, até meus 15 anos, lá no Maranhão. Nós éramos inseparáveis, andávamos de bicicleta, fazíamos tudo que amigas fazem. Quando eu fui para São Paulo ela ficou no Maranhão. Eu não tinha muitas esperanças de revê-la.

Um dia eu estava voltando do trabalho, sentada no ônibus na Avenida Santo Amaro. De repente sinto uma mão no meu ombro. Quando me viro, lá estava a minha melhor amiga dentro do mesmo ônibus. Foi como se eu estivesse em casa de novo. Ela ia trabalhar como babá.

Depois de algum tempo eu sai de São Paulo, mas ela casou-se tem muitos filhos. Minha melhor surpresa foi que soube que a minha mãe é prima do pai da minha melhor amiga. Legal.

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