A minha cidade

Eu não quero encher vocês, mas gostaria de mostrar aqui um velho poema: “A minha Cidade”.

A minha cidade está distante,
repleta de chaminés e praças,
de arranha-céus e rostos miscigenados.
A minha cidade está distante,
com a sua azáfama ofegante
e seus veículos apressados.

A minha cidade está distante
com as suas tardes comerciais e cinéreas,
neste exato instante
em que mamãe deve estar cozinhando,
o meu velho pai esteja abrindo alicerces
e minha irmã caçula deva estar sonhando…

A minha cidade está distante
como a minha infância passada em suas ruas,
como a primeira namoradinha,
feito o meu primeiro e inesquecível beijo.

A minha cidade está distante
e no entanto, com toda a sua imensidão,
acesa, habita o meu pequenino peito.

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