A década de 60 em São Paulo foi mesmo os anos dourados dos brasileiros. Nascia a Jovem Guarda, os Beatles, Elvis Presley, etc..
Tínhamos a maravilhosa Rua Augusta, uma juventude saudável, os lindos bailinhos nos fins de semana nas casas dos amigos; a cidade era a noite toda iluminada, os programas das televisões eram uma maravilha, tínhamos a Família Trapo, com Ronald Golias, Jô Soares, Zeloni, Renata Ffronzi, Nair Belo… Tínhamos também a Praça da Alegria, com Manoel da Nóbrega e todo seu elenco: Walter Davila e Costinha, etc.. Tínhamos o Chico Anísio fazendo vários papéis cômicos.
No cinema, tínhamos as pornôs chanchadas da Atlântida, com o extraordinário Oscarito, Grande Otelo, Anselmo Duarte, Cil Farney, etc..
Era só alegria, as pessoas viviam rindo, era uma época muito saudável. Aos domingos as sessões zig-zag no Cine Metro, com Tom e Jerry, um desenho maravilhoso que encantou o mundo!
Logo depois vieram Mazzaropi e Ankito, dois grandes artistas cômicos. São Paulo vivia sorrindo, era de dia de noite! Os filmes do Gordo e o Magro, Os Três Patetas, O Grande Cantiflas… Ninguém pode negar que 1960 foi o verdadeiro ano dourados!
Passaram-se quase 50 anos, tudo terminou. Hoje as pessoas andam nas ruas muito sérias, dificilmente a gente vê um sorriso nos rostos. É uma correria o dia todo! Nas televisões, só novelas, sexo e violências… As mesmas coisas também nos filmes. Hoje tanto no cinema como na TV não temos um grande comediante. Nos cinemas os últimos, foi Jerry Lewis, Bud Abbott, e Lou Costello… Hoje está muito difícil de sorrir… Eu pergunto: São Paulo, quando você vai voltar a sorrir?
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