Em todo o mundo estas duas modalidades de “colecionismo” encantam milhões de pessoas. Em minha infância e adolescência, era comum conhecer amigos que colecionavam selos, moedas, e até figurinhas do sabonete Eucalol.
Um antigo cronista da cidade de São Paulo, Jorge Americano relata que em 1950, aos domingos, vários senhores se instalavam nos bancos da Praça da República para mostrar, vender e trocar suas moedas. Os interessados examinavam as cédulas e moedas e faziam compras ou trocas. No domingo, dia oito de janeiro, observei demoradamente os setores de numismática e filatelia, na Praça.
Os expositores de cada setor não são muitos, talvez entre dez e quinze, nas duas categorias. Em cada barraca as ofertas são semelhantes. Moedas mais raras são mostradas em álbuns, o mesmo ocorre com o papel moeda. As mais comuns são reunidas em pequenas caixas para seleção dos colecionadores. A clientela é constituída por grupos de pessoas, em geral, com idade por volta ou superior aos quarenta, trajada com sobriedade, estabelecendo um prolongado diálogo entre comprador e vendedor. São pessoas determinadas que vão à Praça, comprar, vender, trocar e conversar com seus colegas colecionadores.
Nesta vizinhança se instalam os filatelistas. É incrível constatar as semelhanças entre as duas espécies de colecionadores. Os filatelistas expõem os selos em diversos álbuns, em cartelas por temas e em pacotes a granel. Os clientes fisicamente são semelhantes em tudo.
É muito bom constatar que costumes tradicionais de nossa querida São Paulo, atravessam anos e permanecem sempre vivos e ativos, apesar os trancos e barrancos que, no transcorrer dos anos, enfrentam com as autoridades municipais que teoricamente administram, supervisionam e fiscalizam esta feira, que no século passado, aos domingos exibia as artes e o artesanato de São Paulo.
E-mail: [email protected]