Na década de 80 fui levar meu pai assistir ao show do Costinha no Teatro das Nações, ao lado do Minhocão. Chegamos dentro do horário previsto.
Iniciado o espetáculo chegaram alguns espectadores atrasados. A cada um que entrava, Costinha mandava que a luz fosse direcionada ao atrasadinho e dizia:
– “Chegou mais um v…. atrasado.”
A platéia delirava.
Seu estilo incluía contar duas piadas ao mesmo tempo. Começava contando uma e interrompia:
– “Depois eu acabo essa…”
E começava outra. Em certo momento ele pediu que iluminassem meu saudoso pai, que era careca e perguntou mais ou menos assim:
– “ O senhor é assim mesmo ou é sua b…. que está no lugar da cabeça?”
Meu pai ficou mais vermelho que a camisa da Portuguesa e se divertiu muito.
Se Costinha fosse vivo estaria na mira dos movimentos de defesa de alguns grupos.
Dercy Gonçalves eu vi no Teatro Martins Pena, na Penha. Ela não tinha um anedotário. Seu espetáculo consistia em contar a história de sua vida recheando a narrativa com dezenas de palavrões.
José Vasconcelos eu não vi no teatro, mas no banco aonde eu trabalhava. Ele chegou acompanhando um cliente e passou muito tempo contando histórias engraçadíssimas. Jamais deixei de admirá-lo depois desse dia.
Agildo Ribeiro tinha um espetáculo que ficou muito tempo em cartaz no Maksoud Plaza.
Humor inteligente e muito engraçado. Na época ele tinha um programa na TV Manchete.
Ari Toledo no Teatro Zácaro. Riso do começo ao fim. Sensacional.
Eliezer Mota eu vi no Teatro Itália. Ele era bom na sua época, mas ainda devia muito aos grandes nomes do humor.
Jô Soares no Cultura Artística. Novembro de 1994. Ainda tenho os tickets guardados. Na minha opinião, insuperável. Muito melhor que na televisão. Saí do teatro mais leve.
Entre os grandes eu incluo Cacá Rosset, que não faz stand-up mas suas peças, sem exceção são divertidíssimas. Vale a pena ser visto em qualquer ocasião, menos nas monótonas mesas redondas sobre futebol, que ele insiste em participar.
Faltou Chico Anísio, talvez o maior de todos, e pelo andar da carruagem eu nunca verei.
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