Faz algum tempo que esta história aconteceu. Eu morava na Penha, mais precisamente na Guaiauna, Rua Suzano Brandão. Era uma noite de sexta-feira e um temporal caia sobre São Paulo. Depois de jantar com amigos em uma cantina no Braz, procurava um taxi para me levar para casa.
Aquele tempo a maioria dos taxis eram fuscas, que sem o banco dianteiro levavam dois passageiros. Vários deles se negaram a me levar tão longe, até que um parou, mas como ele morava perto do Ceasa (hoje CEAGESP) falou que iria me levar no sentido contrário, mas eu deveria pagar um pouco além do que marcaria o taxímetro. Concordei e no caminho ele falou que ainda não havia jantado, embora já passasse das onze horas.
Falei a ele, que na esquina de casa havia um bar que ficava aberto até a madrugada e fomos em frente. Quando chegamos, vi que o bar estava aberto e pedi ao motorista que parasse na porta, pois minha casa era vizinha ao bar.
Dentro do bar, além do dono, estavam dois conhecidos meus que me agradeceram por ter levado um taxi até eles. O motorista falou que a minha tinha sido sua última corrida e que ele iria recolher o taxi. Meus amigos pediram então que o taxi os levasse pelo menos até um lugar mais movimentado onde seria mais fácil encontrar outro taxi.
– “Afinal, para onde vocês vão?”, perguntou o motorista.
– “Vamos longe amigo, nós trabalhamos no CEASA!
Além de não cobrar o extra que ele havia pedido, para facilitar o troco, ainda tive um desconto.
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