Futebol da bola parada

A linguagem do futebol nos últimos tempos é a famosa "bola parada", o nosso futebol arte que tanto defendo, ficou para trás. Esse recurso passou a ser o principal assunto quando se fala em futebol.

Qualquer cidadão que conhece futebol e que já praticou esse esporte tão apaixonante está se perguntando:
– “Bola parada?”

Até uns quinze anos atrás, não se ouvia dizer nada sobre esse recurso. Podem notar que os repórteres, comentaristas esportivos ou técnicos fazem esse tipo de comentário. Eu sou do tempo em que esse recurso não era primordial no futebol, existia sim, mas em segundo plano, era consequência de uma jogada individual desse ou daquele atleta que usava e abusava da sua habilidade com a redonda, como tinha antigamente.

No Corinthians, por exemplo, nos anos 50 o Luizinho driblava a defesa inteira do adversário, sofria falta e o Cláudio quase sempre convertia em gol. No Palmeiras, em 1959 tinha o Romeiro que cobrava as faltas sofridas pelo Chinezinho, Américo, etc. No São Paulo os dois ponteiros Maurinho e Canhoteiro, levavam pontapés dos zagueiros, sofriam faltas e o Dino Sani ia para cobrança e sempre guardava. Sem falar no Garrincha, um gênio com a bola nos pés, sofria falta e o "Folha seca" Didi convertia sempre. Havia sim gols de bola parada, faltas, pênaltis, escanteios e daí por diante.

Hoje os técnicos quando vão dar entrevistas na televisão sobre treinamentos e jogos, o primeiro argumento que eles usam é o seguinte:
-“Temos que tomar cuidado com adversário que se utiliza de bola alçadas na área, principalmente bola parada!”

Esse é meu ponto de vista.

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