Lembro-me com muitas saudades do meu querido e inesquecível São Miguel Paulista de 1966 em diante, daria tudo que me fosse exigido para voltar a viver novamente aqueles 7 ou 8 anos dos 61 atuais, pois ali fora o meu eldorado, o meu ápice. Foram os 7 ou 8 anos mais felizes da minha vida, mais precisamente no Jardim Helena, Parque Paulistano… Com os seus terrenos cheios de mato, ruas de terra…
Rua Santa Rosa de Lima, onde passeava aos sábados e domingos a tarde com aquela que foi, é, e será sempre o único e verdadeiro amor da minha vida, minha querida esposa da qual eu me orgulharei sempre de ter casado, mas, que infelizmente em 1987 Nosso Pai, Deus do Céu a levou para lá morar e me deixou fisicamente apenas.
Rua Doutor José de Porciúncula, saudades dos bailinhos na casa do Deca, dançando embaixo do sereno que castigava as madrugadas, bailinho na sociedade, dos discos de vinil, da jovem guarda. Deus, que felicidade! Dos amigos Tiago, seu irmão Duda, do Toninho (irmão da Cidinha), da Vera (irmã do Deca), saudades da Dona Maria (mãe do Deca), do Zinho, o goleiro do nosso time, o Paulistano Futebol Clube. Jogávamos atrás da igreja, em um campo com um lado mais alto que o outro, de pura terra preta e como eu era feliz.
Lembro-me da Avenida Oliveira Freire, da Rua José Nunes dos Santos, da Travessa Antônio Viana, da Avenida Kumaki Aoki, perto da casa da tia Tarsila, nunca mais hei de me esquecer dos sábados à tarde, quando eu saia do distante Tatuapé e ia para São Miguel Paulista namorar a Tereza.
Passeávamos no Casteluchi, na Nitroquimica, íamos a pé ate a estação de trem de mãos dadas e quantos sonhos, quantas esperanças… Eu daria tudo para reviver esses anos maravilhosos que não voltarão mais, tempo do “boca de Traira”, diziam que era um bandido perigoso, não sei, só sei que eu era feliz e não sabia, por isso e muito mais é que amo São Miguel Paulista, Jardim Helena e o Parque Paulistano.
Lembro-me das viagens de trem do Tatuapé ate a estação de São Miguel Paulista, ou ia também até o Brás e pegava o ônibus do Bairro dos Pimentas e ia até a Avenida Santa Rosa de Lima… Sinto o frescor daquelas tardes ainda, com as roupas da época, calça boca de sino, camisa cheia de babados, cabelo alisado e muitos discos embaixo do braço.
Saudades de tudo e principalmente da minha eterna e inesquecível e saudosa esposa Tereza. Um beijo carregado de muita saudades em você querida que me proporcionou a fase mais linda que um ser humano pode ter. Um beijo onde você estiver, e ate um dia quando estivermos novamente juntos para podermos conversar a respeito de tudo isso.
Obrigado São Miguel Paulista, até um dia…
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