Saudosos bailes de formatura

Antigamente em São Paulo, nos finais de ano, havia os famosos bailes de formatura e os jovens, como eu, não perdiam um sequer. Arrumávamos os convites com conhecidos e lá íamos nós acompanhados da família e de amigos. Vários clubes faziam esse evento, como: Clube de Regatas Tietê, Esporte Clube Pinheiros, Fasano e até o Aeroporto de Congonhas tinha um salão, onde além dos bailes de formatura, aconteciam também os de Carnaval, onde nem todos frequentavam. Mas uma coisa era certa, depois dos bailes o pessoal saía e ia tomar um cafezinho no bar do Aeroporto ou uma sopa de cebola no Ceasa.

As orquestras que animavam os bailes eram excelentes, regidas por maestros renomados como: Erlon Chaves, Silvio Mazzuca, Elcio Alvares, Três do Rio e tantos outros.

Eu me lembro das seleções de músicas executadas, depois das valsas dos formandos e convidados: “Ray Connif”, “The Platters”, “Nat King Colle”, “The Mamas and the Papas”, “Romanticos de Cuba” e aqueles boleros inesquecíveis. Que saudades…

Os salões ficavam iluminados e a música tocando forte, era emocionante. O coração parecia querer saltar do peito.

Os rapazes ficavam tão bonitos de smoking, a roupa dava a cada um deles um toque de elegância muito diferente da indumentária comumente usada por eles, no dia a dia.

As mocinhas então, uma mais linda do que a outra, vestidos vistosos, um farfalhar de tafetás, rendas, sedas e brilho, muito brilho, nos “lames e pedrarias”. Um festival de cores e magia.

No final dos bailes, a maioria se dirigia aos pontos de ônibus e estes saiam lotados, sim, porque nessa época poucos possuíam carro ou tinham dinheiro para tomar um táxi.

Eu chegava em casa exausta, com bolhas nos pés de tanto dançar com aqueles enormes saltos altos, mas estava feliz pois aqueles momentos eram maravilhosos e eu sabia que devia aproveitá-los da melhor maneira possível, pois o tempo passa ligeiro e tudo passa com ele, ficando apenas conosco as doces recordações vividas.

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